Executivo da Odebrecht queria barrar colaboração de Antígua, diz delator

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O delator Luiz Augusto Frana, empresrio do setor financeiro ligado ao ‘banco da propina‘ da Odebrecht, declarou Procuradoria da Repblica que um dos executivos da empreiteira tentou barrar uma possvel colaborao de Antgua, paraso fiscal no Caribe, com a fora-tarefa da Operao Lava Jato. Em seu termo de colaborao nmero 1, Frana declarou que apresentou o executivo Luiz Eduardo Soares, da Odebrecht, pediu que ‘fosse colocado em contato com as autoridades de Antgua para que tratasse das investigaes da Lava Jato no Brasil e de eventual implicaes na ilha, tendo em vista o volume das transaes financeiras havidas naquele Pas‘. Luiz Eduardo Soares ru em ao penal na Lava Jato sobre o ‘Setor de Operaes Estruturadas‘ da empreiteira, alvo da 23ª etapa da Lava Jato, que levou priso o publicitrio Joo Santana – marqueteiro das campanhas de Lula e Dilma -, sua mulher e scia, Mnica Moura, alm do prprio Borin. Foi a partir da Operao Acaraj – assim batizada em referncia a um dos nomes usados nas planilhas da contabilidade paralela da Odebrecht para propinas – que a fora-tarefa da Lava Jato chegou ao ncleo dos pagamentos ilcitos da empreiteira. Em Antgua ficava a sede do Antigua Overseas Bank, primeiro banco usado pela empreiteira para pagar propina no exterior, e do Meinl Bank Antgua, segunda instituio que a Odebrecht usava para os pagamentos fora do Brasil. Luiz Frana e seus scios nos bancos, Vinicius Borin e Marco Bilisnki, fecharam delao premiada e comearam a contar como se davam as transferncias de recursos da Odebrecht fora do Pas por meio dos dois bancos. ‘O declarante (Luiz Augusto Frana) colocou Luiz Eduardo em contato com Casroy James que se incumbiu de realizar essa aproximao; que o declarante e Luiz Eduardo foram apresentados por Casroy ao primeiro ministro em setembro de 2015; que nessa conversa Luiz Eduardo levou ao conhecimento do primeiro ministro que haviam sido feitas muitas operaes no sistema financeiro antiguano e que a investigao no Brasil poderia acarretar um impacto negativo na ilha‘, declarou Luiz Augusto Frana. O delator afirmou que no participou da conversas posteriores, ‘mas tem conhecimento de que foram realizadas outras reunies entre Luiz Eduardo, na condio de representante da Odebrecht e as autoridades antiguanas‘. ‘Na reunio que participou, a pretenso de Luiz Eduardo era que as autoridades de Antgua no colaborassem com as autoridades brasileiras, embora no tenha sido falado expressamente; Que foi constituda uma comisso pelas autoridade de Antgua, mas sem qualquer indicativo de que obstariam qualquer colaborao; ao contrrio, as autoridades de Antgua j atenderam pedidos de cooperao do Brasil em relao Operao Lava Jato‘, relatou Frana. Defesa A Odebrecht informou que no vai comentar.

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