Frigoríficos demitem e já concedem férias coletivas

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Trabalhadores da indstria frigorfica e de alimentao temem demisses coletivas em Mato Grosso no 2º semestre de 2016. Em Nova Mutum, a 239 km de Cuiab, est programado mais um perodo de frias coletivas para cerca de 500 trabalhadores do frigorfico da BRF, que emprega 2,2 mil pessoas. A paralisao de 30 dias sucede frias coletivas concedidas em maio deste ano, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indstrias de Carnes e Derivados e Indstrias de Raes Balanceadas de Nova Mutum. No prximo dia 5, a unidade da BRF em Vrzea Grande que abate de frangos fabrica alimentos processados ser paralisada e poder desempregar 1,2 mil trabalhadores, caso os mesmos no concordem com o remanejamento para outras unidades ou linhas de produo da companhia, segundo informaes repassadas pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indstria de Alimentao (Sintia) e confirmadas pela prpria Companhia. Em Tangar da Serra, a 300 km da Capital, foram desligados sem comunicao prvia 135 trabalhadores do frigorfico de bovinos Marfrig (que emprega cerca de 1,1 mil pessoas) no ms passado, informa o Sindicato dos Trabalhadores das Indstrias de Alimentao e Frigorficos de Tangar da Serra e regio (Sintiaal). “As indstrias frigorficas continuam dispensando trabalhadores. No caso do Marfrig, ns pedimos a reintegrao desses 135 trabalhadores (demitidos em 16 de junho) por meio de liminar, bem como o pagamento dos salrios e manuteno dos benefcios, porque no houve negociao prvia. J aconteceu uma audincia e outra est agendada”, expe a presidente do Sintiaal, Nilda Leo. Ela acrescenta que outras indstrias – de abates de bovinos e frangos -instaladas em municpios da base do sindicato continuam demitindo. Uma dessas unidades, tambm em Tangar da Serra e que mantm contratados 1,050 mil profissionais, tem realizado demisses semanais. “S hoje foram 6. As empresas realmente esto ‘enxugando’, porque no recontratam”, afirma Nilda. Em Nova Mutum, parte dos trabalhadores da unidade industrial da BRF foram surpreendidos mais uma vez com a paralisao programada, diz o presidente do sindicato laboral, Juarez Jos Brugmago. “Depois de maio, os trabalhadores voltaram ao trabalho normal. Agora, a empresa comunicou a inteno de colocar os trabalhadores em frias coletivas em outubro e novembro. Ficou definido que sero 30 dias. Ficamos preocupados porque vai parar parte da produo em Vrzea Grande e parou em Jata (Gois)”. Outro lado A BRF informou que as frias coletivas sero concedidas aos funcionrios da linha de corte de aves da unidade Nova Mutum de 3 de outubro a 2 de novembro, retornando s atividades aps esse perodo. Segundo nota enviada Gazeta, a deciso est em linha com a estratgia comercial da companhia. A empresa salienta que as demais atividades desenvolvidas no empreendimento no sero afetadas. Segundo a BRF foram investidos R$ 22 milhes na unidade este ano, e cerca de 240 trabalhadores foram contratados no 1º semestre, “o que demonstra a confiana da companhia quanto as atividades ali desempenhadas”. Sobre a unidade de Vrzea Grande, a empresa refora que a linha de produo de abate de aves no foi extinta e sim paralisada. O perodo de paralisao, no entanto, no foi divulgado. O volume produzido pelos abates em Vrzea Grande ser, segundo a empresa, remanejado para outras unidades. As demais atividades permanecero normais. A companhia informa ainda que cerca de R$ 750 milhes foram investidos no Estado nos ltimos 5 anos. Atualmente so mantidas 4 unidades industriais e 1 centro de distribuio que, juntos, empregam aproximadamente 10 mil pessoas. J o frigorfico Marfrig no se manifestou sobre as demisses at o fechamento desta edio. Entrave produo A elevao dos custos e a reduo na demanda interna e internacional reflete diretamente nas operaes das indstrias, observa o presidente da Associao dos Avicultores de Mato Grosso (Amav), Tarcsio Schroeder. “As indstrias esto diminuindo a produo para baixar os estoques. O custo de produo est alto, porque o milho e o farelo de soja encareceram este ano e os preos ainda no recuaram”, observa ele. Schroeder comenta que a demanda interna deste ano acumula retrao mdia de 8% e que tambm no Sul do pas h frigorficos demitindo ou colocando os funcionrios em frias coletivas. No setor de abate de bovinos, a situao no diferente. As exportaes este ano esto abaixo do ano passado e a demanda interna retrada, segundo informaes do mercado. Na segunda-feira (18), o presidente da Associao Brasileira de Frigorficos (Abrafrigo), Pricles Salazar, declarou que “o cenrio de uma nova crise sem precedentes volta a impactar o setor frigorfico brasileiro, que produz carne bovina depois de um ano considerado bom em 2015 e um incio de recuperao que no chegou a consumar-se.” Esta semana, a JBS fechou um frigorfico em Presidente Epitcio (SP) e dispensou 500 trabalhadores. Ao todo eram 795 empregados na unidade e quem no foi demitido ser transferido para outras fbricas da companhia. Segundo a empresa, foram realizados todos os esforos para manter a planta em operao, mas no foi possvel porque at agora a empresa no obteve um retorno do Estado de So Paulo sobre novas regras tributrias.

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