Governo e movimentos armados do Sudão assinam acordo de paz

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest

O governo do Sudão e grande parte dos principais movimentos armados do país chegaram nesta segunda-feira (31) a um acordo preliminar de paz, que indica um cessar-fogo definitivo e a consolidação do processo político e transição, que começou com a queda de Omar al-Bashir, em abril do ano passado.

Hoje, representantes de movimentos armados, como a Frente Revolucionária do Sudão e a Aliança Sudanesa Jamis Abdalla, e integrantes do governo do país se encontraram em Juba capital do vizinho Sudão do Sul, para colocar no papel os termos do pacto que estão negociando há um ano.

Leia mais: Sudão do Sul: Presidente dissolve governo e coloca opositor como vice

O primeiro-ministro interino sudanês, Abdalla Hamdok, que presidiu o ato, junto com o presidente do Conselho Soberano nacional, o general Abdel Fattah al-Burhan, destacou que a assinatura do documento assenta “as bases fortes para construir um novo Estado”.

Os acordos foram divididos em cinco processos independente nas zonas de Darfur, Cordofão e Nilo Azul, foram assinados por líderes dos movimentos armados e pelo vice-presidente do Conselho Soberano do Sudão, o general Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti.

“Não se pode conseguir a estabilidade política e o desenvolvimento, se não for através de uma paz global, como foi estipulado no Documento do Período de Transição, para acabar com todos os longos conflitos”, afirmou Al-Burhan.

Grupos armados

A Frente Revolucionária do Sudão surgiu em 2011, reunindo vários grupos, que tinham como objetivo derrubar Al-Bashir. No entanto, lideranças respondem a processos na justiça, como Hemedti, líder das Forças de Ação Rápida, nascida das milícias dos Janjaweed, que são acusadas de crimes contra a humanidade cometidos em Darfur.

Os acordos abarcam um amplo raio territorial e temático e contemplam o reconhecimento dos direitos ancestrais das tribos estabelecidas e a anulação de direitos de propriedade outorgados durante o regime do ex-presidente.

Além disso, trata sobre a volta ao modelo fiscal e ao reconhecimento de capacidades fiscais para as regiões, especialmente, Darfur.

Também há espaço de destaque para o compromisso com o direito dos deslocados dentro e fora do país de voltarem voluntariamente, para ocupar as terras de que foram expulsos durante o conflito, assim como compensações para as vítimas.

Recado aos dissidentes

O primeiro-ministro interino do Sudão ainda enviou uma mensagem para radicais que não aderiram ao pacto, ao pedir um “novo capítulo entre o Estado e a sociedade” no país.

O governo de transição sudanês iniciou mandato em setembro do ano passado, com a missão de fechar o acordo entre os grupos armados, com o intuito de incorporá-los à vida política local, possibilitando que representantes ingressem ao Parlamento, ainda não formado.

O processo de paz afeta, fundamentalmente, a região de Darfur, duramente castigada pelo conflito que explodiu em 2003 e deixou cerca de 300 mil mortos.

Fonte: R7

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Acesse Notícias. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Com muito ❤️️ por GO7.SITE

⚙️