Grupo de extermínio tem braço em Várzea Grande

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A Polcia Federal cumpriu, em Vrzea Grande, um mandado de conduo coercitiva da Operao Mors, desencadeada nesta quinta-feira (7), em Rondnia e em Mato Grosso, para desarticular um grupo de extermnio de pequenos infratores, organizado por policiais militares, civis, agentes prisionais e outros integrantes. Bastava pagar para que fizessem a "limpeza da rea". Sem informar qual a identidade do envolvido de Vrzea Grande na quadrilha, a PF disse apenas que ele no servidor da Segurana Pblica. E tambm no quis precisar se ele pistoleiro ou agia como intermedirio do esquema de extermnio. O acusado prestou depoimento, na superintendncia da PF, na capital mato-grossense, e em seguida foi liberado. O “corao” do esquema, de acordo com o delegado Araqum Alencar, que concedeu entrevista coletiva imprensa em Ji-Paran (RO) sobre as investigaes da Mors, a cidade de Jaru, no interior de Rondnia. De acordo com as investigaes, o grupo criminoso era composto por policiais, agentes penitencirios, um jornalista e outras pessoas da cidade. Os policiais, envolvidos com a organizao criminosa, comearam a realizar execues como uma forma de justia privada, da qual eram vtimas pequenos infratores locais e outros alvos. Os crimes comearam a ocorrer de forma desenfreada e as execues a ser realizadas pelas mais variadas e gratuitas razes, que iam desde cobranas de dvidas at crimes encomendados. O modo de agir deste bando, conforme a PF, comum entre grupos de extermnio. Os crimes Todos vo responder por extermnio, agiotagem, corrupo, lavagem de dinheiro, abusos de autoridade, ameaas, fraude processual, intimidao de testemunhas, porte, posse e comrcio ilegal de armas de fogo, segurana particular ilcita e at trfico de drogas. Somadas as penas podem chegar a mais de 70 anos de priso. Fora-tarefa A PF divulgou informando que cerca de 250 policiais federais esto cumprindo 49 medidas judiciais: 35 mandados de busca e apreenso e 14 mandados de priso – na sua maioria, contra servidores pblicos integrantes de rgos de segurana pblica do Estado. O Grupo de Atuao Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministrio Pblico de Rondnia e o Poder Judicirio atuaram junto com a PF, que usou aeronaves e helicpteros da instituio para efetivar as prises. Investigao O que chamou a ateno da PF, inicialmente, para este caso foi a grande quantidade de mortes ocorridas em Jaru, concentradas em um curto perodo do ano de 2014. Todos os assassinatos seguiam um mesmo ritual e eram realizados por grupo de dois homens em uma moto preta. At o momento, dez mortes j foram identificadas como sendo de autoria da organizao. As vtimas eram testemunhas dos crimes cometidos pelos policiais ou pessoas endividadas, que no tinham condies de saldar seus dbitos. Tambm usurios de droga teriam sido assassinados nesse perodo. Mais de 100 assassinatos esto sendo investigados e podero ser atribudos organizao criminosa. Dentre os mortos esto ex-presidirios, detentos do regime carcerrio, empresrios e um advogado da cidade. Os crimes promovidos pelos integrantes da organizao criminosa ficaram conhecidos como “assassinatos da moto preta”. Tambm foram alvo do grupo um juiz e um promotor da cidade, que tiveram suas casas alvejadas por disparos de arma de fogo. H informao de que outras autoridades tambm teriam sido alvo de coao por parte do grupo, como autoridades da prpria Polcia Militar e tambm populares.( Com informaes da Assessoria de Imprensa da Polcia Federal)

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