Homem que estava com Ademilton conta como ele desapareceu em mata na região de Juína

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Hoje, completou 20 dias do desaparecimento misterioso de Ademilton Mariano De Souza, de 36 anos, na aldeia “Pacovinha” da reserva indígena Cinta larga, a 130 km do município de Juína, no Mato Grosso.  Cabeção como era conhecido era morador do bairro Palmiteira, e estava na mata a poucos dias.

Em entrevista ao site Juína News, João Evangelista Pereira de Almeida, de 55 anos, que estava com a vítima no momento em que ela sumiu na floresta, deu detalhes daquele dia e já adiantou, que o rapaz 100% acabou se perdendo dentro da mata extensa e fechada.

Seu João estava com a vítima na mata, ele relatou que ao perceber que Ademilton estava cansado pediu para que ele esperasse numa árvore e que iria mais a frente e retornaria.  O homem contou que foi e quando retornou cerca de uns trinta minutos a vítima não estava mais no local combinado. Preocupado, João Evangelista começou a gritar por Ademilton até ficar roco, e decidiu voltar um pouco atrás onde estava o pai da vítima e perguntou se Ademilton não havia aparecido por lá. Ele conta ainda que ligaram moto serra na tentativa de atrair o rapaz, porém sem êxito.

Sem nenhum sinal da vítima e perceber que ele se perdeu, seu João decidiu pousar na beira do rio Azul e no dia seguinte continuou as buscas.

Segundo o homem, Ademilton desapareceu no sábado próximo das 14h, ele estava de calça, camisa, botina e portava um facão.  Dois dias depois o fato foi comunicado a polícia civil e posteriormente o corpo de bombeiros que enviou uma equipe de militares para a mata. Cães farejadores e bombeiros militares de Cuiabá também auxiliaram nas buscas que foram encerradas nesta quinta-feira, dia 03 de setembro, após quase 20 dias.

Segundo João Evangelista, a reserva indígena é grande, é uma das maiores do estado e pertence a etnia Cinta Larga. Para ele, caso a pessoa erre o ‘caminho’ na mata caminhará longe e os riscos são os animais silvestres, mas ele não perdeu as esperanças.

“ Ele está perdido na mata e já teve gente que ficou 32 dias perdido na mata, mas saiu com vida, apensar de debilitado, ninguém morreu na mata” – relatou seu João que lembrou que à reportagem que trabalha nesse ramo a 10 anos e que nesse tempo nada de ruim aconteceu com ele.

Ainda durante entrevista, seu João contou que apesar dos perigos da floresta a pessoa consegue sobreviver dias na mata porquê existem rios, alimentos como castanha, tucumã e vários outros frutos. É uma área rica, se tiver estratégia e vontade, mesmo perdido e desorientado consegue escapar com vida.

Apesar das buscas serem suspensas pelo corpo de bombeiros que durante esses dias não encontrou nenhuma pista da vítima na mata, ainda há aproximadamente 30 pessoas procurando por Ademilton entre familiares e amigos.

O entrevistado afirmou que no local só existem pessoas do bem e de família, e descartou qualquer tipo mal que tenha acontecido com Ademilton tanto por parte do homem branco como de indígenas.

Seu João permaneceu na mata todo esse período auxiliando nas buscas, mas agora teme por sua integridade física, não pela família de Ademilton, mas por um grupo de pessoas que disseram algumas “indiretas”.

“Nada ‘carregou’ ele, simplesmente está perdido”, concluiu seu João.

Ontem uma equipe de policiais civis de Juína esteve no local e ouviu testemunhas e já iniciou investigações sobre o fato, no entanto, a polícia civil adiantou que por enquanto não há nenhum vestígio de crime.

Juína News

Fonte: Juinanews

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