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Juara – Mato Grosso
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JBS instala “Escritório Verde” em Juara e em mais 12 unidades para combater atividade ilegal e desflorestamento

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Fábrica da JBS em Jundiaí (SP) 01/06/2017 REUTERS/Paulo Whitaker

Em setembro do ano passado, a JBS lançou programa para monitoramento total até 2025 de todos os fornecedores indiretos de gado à companhia, um dos desafios do setor no combate a pecuaristas que atuam na ilegalidade e que colaboram com o desflorestamento.

De acordo com a companhia, alguns dos fatores que serão monitorados são: existência de desmatamento ilegal; respeito ao Código Florestal Brasileiro; se há invasão de terras indígenas ou unidades de conversação ambiental; trabalho análogo à escravidão e se há uso de áreas embargadas pelo Ibama.

“O resultado dessas análises será enviado diretamente ao fornecedor da JBS, que, pela primeira vez, terá visibilidade da conformidade socioambiental de toda sua cadeia de fornecimento. Com isso, poderá desenvolver planos para mitigar riscos e implementar ações para ajudar os produtores a regularizar as situações quando necessário.”

O executivo não detalhou o valor investido no desenvolvimento da plataforma, em função do “período de silêncio” que antecede a divulgação do balanço financeiro, marcado para a primeira quinzena de maio.

Os dados serão enviados eletronicamente para validação da Agri Trace Rastreabilidade Animal, sistema da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Costa disse que a expectativa da empresa é ter informações cadastradas de 15% a 20% dos pecuaristas, sobre seus fornecedores, até o fim deste ano.

Ele acredita que o principal canal de fomento à iniciativa será na estrutura de compra de bovinos da companhia, onde diariamente há contato da equipe de originação com os fornecedores diretos.

Outra maneira é por meio dos “Escritórios Verdes”, formado por equipes que vão ajudar principalmente os fornecedores dos fornecedores a regularizar sua situação ambiental.

A companhia instalou 13 Escritórios Verdes em unidades de processamento espalhadas pelo país: em Marabá e Redenção (PA), Porto Velho e São Miguel do Guaporé (RO) e mais sete em Mato Grosso: Alta Floresta, Confresa, Juara, Diamantino, Barra do Garças, Água Boa e Pontes e Lacerda. A iniciativa também chegou a Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

A estratégia de monitoramento por meio da nova plataforma está em linha com o compromisso da JBS de zerar seu balanço de emissões até 2040, anunciado no mês passado.

“(O objetivo é) que a cadeia de fornecedores de bovinos da companhia, incluindo os fornecedores dos fornecedores, esteja livre de desmatamento ilegal no Bioma Amazônia. O mesmo deve ocorrer nos demais biomas no Brasil até 2030”, disse a empresa.

(Por Nayara Figueiredo)

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