Juara – Mato Grosso
Quinta-Feira, 22 de Fevereiro de 2024

Policia Civil de Juara prende pastor pedófilo

Em uma revelação surpreendente na tarde desta sexta-feira, dia 29 de dezembro, o delegado adjunto da Polícia Civil de Juara, Dr. Eric Fantin, concedeu uma entrevista exclusiva à Rádio Tucunaré, abordando a prisão de um pastor evangélico acusado de pedofilia. Este caso, que chocou a comunidade local, destaca a ação rápida e efetiva das autoridades.

Durante a entrevista, o delegado Fantin explicou que a prisão ocorreu após a vítima, uma menina de 12 anos, relatar à sua mãe o abuso sofrido. O caso veio à tona após a menina criar coragem para revelar o ocorrido, meses depois do fato. A vítima, que costumava passar alguns dias na casa do pastor, se afastou da igreja por causa do trauma sofrido, mas foi incentivada pela mãe a retornar, momento em que decidiu falar sobre o abuso.

O pastor, ao ser interrogado, confessou ter mantido relações sexuais com a menor, alegando que foi seduzido pela menina. No entanto, como ressaltou o delegado, “qualquer prática de ato libidinoso com menor de 14 anos configura o crime de estupro de vulnerável”, e tal defesa é inadmissível. Uma ordem judicial foi expedida rapidamente, com apoio do Ministério Público, determinando que o acusado respondesse ao processo preso.

Dr. Fantin enfatizou a necessidade de não responsabilizar a vítima pelo ocorrido ou pela demora em relatar o abuso. Ele destacou que, apesar de alegações divergentes entre o pastor e a vítima, os fatos confirmam a versão da menor. “Os fatos correspondem à integralidade”, afirmou o delegado, rejeitando a tese de sedução por parte da criança.

O delegado também informou que o acusado será mantido em custódia até a conclusão do processo judicial, agradecendo ao poder judiciário e ao Ministério Público pela rápida resposta após a representação da polícia.

O caso ressalta a importância de ouvir e proteger as vítimas de abuso, especialmente quando são menores de idade, e a necessidade de uma atuação rápida e decisiva das autoridades para garantir a justiça.

Questionado sobre a continuidade do processo, o delegado explicou que o acusado será mantido sob custódia até a decisão judicial final. Ele elogiou a eficiência do poder judiciário e do Ministério Público, que agiram com celeridade após a representação da polícia. O futuro do acusado permanece incerto, dependendo do decorrer das oitivas e dos interrogatórios no processo judicial. Dr. Fantin esclareceu que, se o juiz considerar que não há mais necessidade de manter o pastor preso, ele poderá ser solto.

Este caso trouxe à tona importantes discussões sobre a proteção de menores e a responsabilidade de figuras de autoridade na comunidade. A alegação do pastor de que foi seduzido por uma criança foi firmemente rejeitada pelo delegado, destacando a inadmissibilidade de tal defesa em situações de abuso de menores. A comunidade de Juara, abalada, agora observa atentamente o desenrolar desse triste episódio.

Fonte: Fonte: Rádio Tucunaré/Acesse Notícias/Fernando José.

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