baner topo1
Juara – Mato Grosso
Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2020

Juiz diz que grupo foi preso por exaltar terroristas

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest

Os dez brasileiros presos nesta quinta-feira (21), suspeitos de ligao com o grupo terrorista Estado Islmico (EI), tm entre 20 e 40 anos de idade. A informao foi divulgada hoje pelo juiz Marcos Josegrei da Silva, titular da 14ª Vara Federal de Curitiba, responsvel pela conduo do caso. “Ns temos um grupo de pessoas que exaltam terroristas. Tenho informao de pessoas que tm esse tipo de comportamento e agem em comunidade. Quando tenho esses elementos, justificada a priso temporria”, ressaltou. O juiz responsvel pelo caso afirmou que as informaes colhidas at o momento ainda no confirmam que o grupo realizaria um atentato terrorista no pas. “O que est se afirmando que, diante desses elementos que surgiram, a melhor medida para terminar a investigao foi essa. Agora, dizer que um grupo que faria um atentado terrorista, com dados concretos, eu no posso dizer. A autoridade policial, com o que conseguir obter nas medidas de busca e apreenso, que vai dizer”, acrescentou. rabes Foram expedidos 12 mandados de priso temporria por 30 dias, podendo ser prorrogados por mais 30. At o momento, a Operao Hashtag, da Polcia Federal (PF). j prendeu dez pessoas em diferentes estados. “O que posso dizer que so pessoas de meia idade. Com idades variadas, mas so pessoas em idade jovem, no muito mais velhas. Talvez varie dos 20 aos 40 anos”, disse Josegrei. Segundo o juiz, a priso preventiva justificada porque reduz a possibilidade dos investigados cometerem algum ato criminoso durante o perodo de investigao. De acordo com Josegrei, nenhum dos investigados tm origem rabe, embora se comunicassem usando codinomes rabes em redes sociais. “No so nomes de batismo. Adotaram para se identificar melhor com o grupo terrorista.” O juiz descartou que haja uma liderana entre o grupo de brasileiros presos e informou que o grupo investigado por aes desde 19 de maro, data em que entrou em vigor a Lei Antiterrorismo. Conforme as investigaes, o grupo se comunicava basicamente pela internet. “So afirmaes por internet e redes sociais. So afirmaes que as pessoas faziam no meio virtual. As prises e buscas so formas de obter elementos de buscar confirmao de tudo isso”, argumentou o magistrado. Em entrevista coletiva na manh de hoje, o ministro da Justia, Alexandre Moraes, destacou que se trata de um grupo amador que, no entanto, no pode ser ignorado pelas foras de segurana pblica. “Era uma clula amadora, sem nenhum preparo planejado. Uma clula organizada no tentaria comprar uma arma pela internet. uma clula desorganizada”, acrescentou. Moraes informou que, alm do juramento pela internet, conhecido como “batismo”, no houve contato direto dos brasileiros com o Estado Islmico por email ou pessoalmente. Tambm no h indcios de que eles recebiam financiamento do Estado Islmico. Mensagens O ministro explicou que o grupo de brasileiros considerava inicialmente que o Brasil seria um espao neutro em relao a rota de ataques do Estado Islmico, mas passou a entender que, com a proximidade dos Jogos Olmpicos, entraria na rota de atuao do grupo, j que vai receber grande quantidade de turistas e atletas estrangeiros. Moraes destacou que essa a primeira priso com base na lei antiterrorismo. A Polcia Federal monitorou mensagens trocadas pelo grupo em aplicativos para celular como Telegram e WhatsApp e descobriu aes preparatrias como planejamento para incio de treinamento de artes marciais e o contato feito com um site de armas clandestinas no Paraguai para a compra de um fuzil. O ministro ainda no detalhou como foi realizado o monitoramento nessas redes sociais para telefonia. As mensagens foram monitoradas com autorizao judicial pela Diviso Antiterrorismo da PF. Com informaes de Yara Aquino

Com muito ❤️️ por GO7.SITE

⚙️