Kaike, condenado por latrocínio contra seninha e Alessandra diz que não se arrepende

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“No me arrependo de nada no. Era eu ou ele”. A afirmativa do jovem Kaike Henrique, de 18 anos que cumpre medida socioeducativa em Cuiab aps a execuo do empresrio Claudemilson Ferreira, de 41 anos, popular seninha e Alessandra Scheffer, de 24 na cidade de Juara, em outubro de 2015. Leia: Casal encontrado morto prximo a Rodovia do Vale em Juara com sinais de execuo (fotos) O jovem, que est matriculado na Escola Meninos do Futuro, que atende exclusivamente adolescentes que possuem algum conflito com a lei e cursa o 1º ano do Ensino Mdio, conversou com a reportagem do site Olhar Direto, que visitou as instalaes do Centrosocioeducativo de Cuiab, unidade que atende a cerca de 60 adolescentes. Kaike est na unidade h oito meses e atingiu a maioridade penal cumprindo internao socioededucativa. Sem demonstrar arrependimento, ele declarou que no possua nenhuma opo. “Ele tentou pegar a arma da minha mo. No tinha jeito. Era ele ou eu”. Segundo ele, o plano de roubo foi elaborado pela garota com quem ele ‘ficava’. “No era minha namorada. A gente s ficava mesmo. A gente ia levar o carro pra Bolvia, mas ele {empresrio Claudemilson} tentou reagir. No me arrependo de nada no”, resumiu. A jovem a que ele se refere trata-se de Aline Macedo, de 19 anos. A garota era funcionria do lava-jato de Claudemilson e foi presa semanas aps o crime, pouco depois de confessar em rede social que era a mentora da ao. A garota, que foi presa na cidade de Tangar da Serra, responde a processo por duplo latrocnio na condio de mentora intelectual e ainda pelo crime de corrupo de menores. Alm de Aline e do adolescente de 17 anos, um terceiro jovem, de 13 anos, foi envolvido na ao criminosa. Ele morreu assassinado tempo depois da dupla execuo. Leia: Corpo do menor Wilian encontrado em estado avanado de decomposio “Aqui pssimo” Transferido para capital por medida de segurana, ela contou que a precria estrutura do espao no ajuda em ressocializao. “ muito ruim ficar aqui. sujo. Aqui pssimo”, reclamou. Segundo ele, em Juara ele residia com a me, mas limitou-se a dizer que nem sempre a via. O espao da casa era dividido ainda com um irmo e uma irm. Ele afirmou ainda que tinha abandonado a escola e que j havia sido flagrado em outros crimes contra o patrimnio e tambm por envolvimento com o trfico de entorpecentes. Aps cumprir sua medida socioeducativa, ele planeja ir embora de Mato Grosso e tentar uma nova vida. “No quero ficar mais por aqui muito difcil depois de tudo”, finalizou. Famlia Para o secretrio de Justia e Direito Humanos (Sejud), Mrcio Dorileo, preciso repensar aes econmicas e sociais para que os reflexos apaream. “Temos que trabalhar para enfrentar a causa. A grande causa hoje da criminalidade infanto-juvenil a desagregao familiar, problema com drogas. No Pomeri, tenho mais de 70% vindo de famlias desestruturadas. Alm disto, tem ndice muito alto de adolescentes que foram para l por conta do uso de drogas. um reflexo do que temos dentro da sociedade. Temos que acatar a causa, para no ficarmos enxugando gelo”, disse. Ele ainda pondera que “a reincidncia dos adolescentes muito desproporcional em relao ao sistema prisional, no chega a 20%. A prtica de delitos dos adolescentes no Brasil, segundo os dados da Secretaria Nacional de Segurana Pblica (Senasp), de 1%. Precisamos juntos enfrentar esta questo, principalmente s famlias. ” Leia mais: Corpos encontrados em rio de Juara so identificados (fotos) Suspeitos de latrocnio em Juara so menores e com vrios histricos de roubos

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