Líderes dos atentados ainda estão em Mato Grosso

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Os quatro presos, integrantes do Comando Vermelho, apontados como mandantes do "salve geral" que provocou clima de terror e insegurana em Cuiab e no interior, no incio de junho, ainda no foram transferidos e continuam em Mato Grosso, um ms aps a onda de atentados. O governo do Estado havia informado que a transferncia deles j teria sido feita por medida de segurana. A informao sobre a localizao dos quatro detentos foi obtida com exclusividade pelo Gazeta Digital. Eles foram encaminhados da Penitenciria Central do Estado (PCE), em Cuiab, para a Penitenciria da Mata Grande, em Rondonpolis. Trs dias aps os primeiros atentados, registrados dia 10 de junho, o governo informou imprensa que j estava negociando vaga deles em presdio federal de segurana mxima e fora do Estado. O secretrio de Estado de Segurana Pblica, Rogers Jarbas, chegou a comentar que a transferncia seria um dos nicos meios de tir-los do comando da criminalidade em Mato Grosso. A Secretaria de Estado de Justia e Direitos Humanos (Sejudh), que responde pelo sistema prisional, argumenta que eles ainda no foram transferidos porque a Justia Federal, em Braslia, que autoriza tais transferncias ainda est analisando o pedido de Mato Grosso. A Sejudh confirma que o grupo est na Mata Grande em alas onde ficam presos de alta periculosidade, como Sandro Silva Rabelo, conhecido como “Sandro Louco”, condenado por diversos crimes, como homicdio, assalto a banco, latrocnio e fuga de penitencirias. Sandro Louco apontado como integrante do Comando Vermelho. Ele nega. Os presos ligados aos atentados, identificados como Reginaldo Aparecido Moreira (mentor dos ataques), Joo Luiz Baranosk, Reginaldo Silva Rios e Carlos Alberto Vieira Teixeira, foram indiciados por organizao criminosa e crime de incndio. Eles respondem por assalto a banco, roubo, trfico de drogas e homicdio. A Sejudh afirma que esto incomunicveis. O presidente do Sindicato dos Servidores Penitencirios do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), Joo Batista, v um risco muito grande desses detentos continuarem no sistema prisional local, no somente para a sociedade quanto para os servidores da segurana pblica. “Preso assim. Fica 24 horas tramando para cometer mais crimes e para fortalecer a faco criminosa a qual pertencem, no caso o Comando Vermelho”, detalha o sindicalista. No entanto, ele considera improvvel um novo salve-geral, referente visitas porque elas j esto normalizadas. O salve geral uma gria e significa uma ordem, emitida por chefes de organizaes criminosas, que deve ser cumpridas imediatamente. Os ataques ocorreram porque os agentes prisionais, que estavam em greve desde 31 de maio, suspenderam as visitas. Isso gerou revolta por parte dos detentos. Na noite de sexta-feira, 10 de junho, aconteceram os primeiros atentados. Houve queima de nibus e disparos contra a casa de servidores da segurana. No sbado (11), o Judicirio intermediou um acordo para a retomada das visitas. Os agentes prisionais aceitaram fazer isso por medida de segurana. No domingo (12), as visitas voltaram a acontecer. Mesmo assim, por mais de uma semana, os atentados continuaram a acontecer, o que preocupou e pressionou o governo a articular fora-tarefa para coibir a criminalidade. Uma das iniciativas seria justamente a transferncia dos lderes.

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