MPE vai investigar morte de idosa que teve socorro negado pelo Samu em Juína

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest

O Ministério Público Estadual, por intermédio da 1ª promotoria de justiça cível da cidade de Juína, MT, instaurou procedimento para apurar com detalhes a morte de uma idosa de 72 anos ocorrida na madrugada de hoje após ter socorro negado pelo Samu (192). Após a morte da idosa, familiares tiveram que ficar até as 9h da manhã com o corpo dela em casa porque era necessário um médico assinar o óbito.

Em seu despacho, o promotor de justiça Marcelo Linhares resumiu: “Visando reunir informações preliminares, requisite-se do SAMU informações sobre o ocorrido, bem como da SMS (secretaria municipal de saúde) de Juína indicação se há outros casos sobre a falta de atendimento”.

Procurada pela reportagem hoje pela manhã, a secretária de saúde Leda Villaça ainda não sabia do episódio e deverá falar sobre o assunto nesta quarta-feira.

O corpo de dona Maria Aparecida está sendo velado na capela mortuária da AME, e aguarda a chegada de familiares de Cuiabá e Ji-Paraná, o sepultamento está previsto para as 17h desta quarta-feira, dia 30.

O caso

Maria Aparecida Da Silva residia na Rua Alta Floresta no bairro módulo – 5, ela era portadora de diabetes, hipertensão, colesterol alto e tinha problemas de coluna. Ontem ela foi atendida numa unidade de saúde e pela madrugada passou mal na sua casa quando familiares ligaram no 192 por volta das 1h15, porém houve socorro negado pelo Samu que tem a base em Cuiabá.

Devido as complicações de saúde dona Maria Aparecida morreu em casa. A família teve uma outra luta pela madrugada para liberar o corpo da idosa para a funerária e teve que ligar para um médico de um hospital particular para ir até a residência e constatar o óbito dela.

Abalado e muito revoltado, Claudinei Ribeiro Da Silva, filho de dona Maria relatou que na madrugada familiares acionaram o SAMU por volta das 01:15h da manhã ela ainda estava com sinais vitais, onde a base de atendimento simplesmente negou atendimento a ela, alegando que a ambulância estava “baixada” e não tinha médico, porém, mesmo baixada deveriam ter mandado para prestar socorro. Sem atendimento médico, a idosa veio a óbito em sua residência deixando sua família revoltada e perplexa.

“É assim que a gente paga para ter a saúde. Não temos palavras para explicar o que estamos sentindo” – se emociona Claudinei.

Fonte: juinanews

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Acesse Notícias. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Com muito ❤️️ por GO7.SITE

⚙️