Após mais de cinco décadas sem missões tripuladas rumo à Lua, a NASA prepara o retorno de astronautas ao satélite natural da Terra por meio do programa Artemis. A iniciativa marca uma nova fase da exploração espacial e tem como meta não apenas revisitar a órbita lunar, mas estabelecer bases para missões ainda mais ambiciosas no futuro.
O próximo marco desse plano será a missão Artemis II, considerada o primeiro voo tripulado do programa. Diferente da Artemis I, que ocorreu sem astronautas, essa etapa servirá para avaliar, em condições reais de espaço profundo, o desempenho dos sistemas da nave quando operados por humanos.
A missão utilizará a cápsula Orion, lançada pelo foguete SLS. O lançamento está previsto para o dia 8 de fevereiro, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A tripulação permanecerá cerca de dez dias em missão.
O grupo será composto por quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, representantes da NASA, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, reforçando o caráter internacional do projeto.
Logo após a decolagem, a Orion realizará duas órbitas elípticas ao redor da Terra, alcançando altitudes superiores às da Estação Espacial Internacional. Essa fase inicial permitirá testar sistemas críticos — como navegação, comunicação e suporte à vida — ainda relativamente próximos do planeta, antes da viagem em direção à Lua.
Entre os principais objetivos da Artemis II está a validação dos sistemas de suporte à vida, responsáveis por manter níveis adequados de oxigênio, remover dióxido de carbono e garantir condições seguras para a tripulação durante longos períodos fora da órbita terrestre.
Os astronautas também executarão manobras manuais de controle da nave, treinando procedimentos que serão fundamentais em missões futuras, especialmente em operações de aproximação e acoplamento em órbita lunar.
Segundo a NASA, esses testes são decisivos para a próxima etapa do programa, a Artemis III, que prevê o retorno de humanos à superfície lunar. Além disso, a Lua é vista como um ponto estratégico para servir de base a explorações mais distantes, incluindo futuras missões rumo a Marte.
Com o Artemis, a agência espacial norte-americana busca retomar o protagonismo da exploração lunar, encerrado desde o fim do histórico programa Apollo, e abrir caminho para uma presença humana sustentável além da Terra.





































































