O bitcoin voltou a registrar forte volatilidade e caiu abaixo da marca de US$ 80 mil, ampliando o movimento de fraqueza observado nos últimos dias. Nesta segunda-feira (2), a principal criptomoeda do mercado era negociada em torno de US$ 78 mil, após uma semana marcada por quedas expressivas.
Na sexta-feira (30), o ativo atingiu o menor valor desde o fim de novembro, em um cenário de fortalecimento do dólar americano e aumento das incertezas sobre a liquidez global. O movimento foi impulsionado por expectativas de mudanças na política monetária dos Estados Unidos, com sinalizações de uma postura mais restritiva.
Parte do mercado teme que uma redução na liquidez do sistema financeiro possa afetar diretamente ativos considerados mais arriscados, como as criptomoedas. Historicamente, esses ativos se beneficiaram de períodos em que os bancos centrais ampliaram seus balanços e injetaram recursos nos mercados.
Com maior liquidez disponível, o bitcoin e outros criptoativos tendem a se valorizar, acompanhando o avanço de investimentos especulativos. No entanto, a perspectiva de aperto monetário reacendeu preocupações sobre a sustentabilidade desses preços.
Analistas avaliam que o excesso de liquidez mantido nos últimos anos acabou concentrado nos mercados financeiros, contribuindo para a valorização de ativos como criptomoedas, metais preciosos, títulos de dívida e ações de alto risco. A reversão desse cenário pode provocar novos ajustes.
Desde a correção registrada no ano passado, o mercado de moedas digitais tem enfrentado dificuldades para definir uma direção clara. Nesse período, outros ativos, como o ouro e grandes ações globais, apresentaram desempenho superior.
Especialistas alertam que a queda recente reforça os riscos associados ao setor e não descartam novas ondas de venda nos próximos dias, caso o cenário de menor liquidez se consolide.
O momento de instabilidade ocorre justamente quando havia expectativa de um ambiente mais favorável para o mercado de criptomoedas. Ainda assim, o bitcoin já perdeu cerca de um terço de seu valor desde os níveis recordes registrados em outubro do ano passado.
Por volta das 10h31 (horário de Brasília), a criptomoeda apresentava leve recuperação, com alta de 1,9%, sendo cotada a US$ 77.838.





































































