A prefeitura de Roma anunciou uma nova medida para organizar o fluxo de turistas em um de seus cartões-postais mais disputados. A partir da implementação da regra, quem quiser chegar mais perto da Fontana di Trevi deverá pagar uma taxa de 2 euros (cerca de R$ 13).
De acordo com o prefeito Roberto Gualtieri, a cobrança valerá apenas para o acesso à área imediatamente próxima à fonte. A visualização do monumento à distância continuará gratuita, já que a praça onde ele está localizado permanece sendo um espaço público aberto.
A iniciativa foi apresentada durante entrevista coletiva na sexta-feira (19) e tem como objetivo melhorar a experiência dos visitantes e preservar o patrimônio histórico, que recebe milhares de pessoas diariamente. O acesso controlado será feito por meio de ingressos, especialmente nos períodos de maior movimento.
Concluída em 1762, a Fontana di Trevi é considerada uma das grandes obras do barroco tardio. O conjunto artístico retrata o deus Oceano conduzindo uma carruagem em forma de concha, escoltado por tritões, simbolizando o domínio das águas — um dos temas centrais da composição.
Além do valor histórico e artístico, a fonte é cercada por tradições populares, como o famoso ritual de jogar uma moeda para garantir o retorno à cidade. O local também ganhou projeção mundial no cinema, especialmente após a icônica cena do filme La Dolce Vita, dirigida por Federico Fellini, em que Anita Ekberg entra na fonte ao lado de Marcello Mastroianni.
Mesmo com a nova cobrança, a Fontana di Trevi segue como um dos símbolos mais emblemáticos de Roma e um ponto de visitação indispensável para turistas do mundo inteiro.





































































