Juara – Mato Grosso

3 de fevereiro de 2026 07:28

Crise no Ártico: Groenlândia rejeita pressão dos EUA e pede reforço militar da Otan

O governo da Groenlândia afirmou de forma categórica que não aceitará sob nenhuma ocasião uma tentativa dos Estados Unidos de assumir o controle do território ártico, intensificando medidas para reforçar sua defesa no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A declaração, divulgada nesta segunda-feira dia 12, ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmar seu interesse em incorporar a Groenlândia — um território autônomo pertencente à Dinamarca — ao território americano, sob a justificativa de proteger a região de supostas influências chinesas e russas e reforçar a segurança estratégica dos EUA e da Otan.

No comunicado oficial, o governo groenlandês ressaltou que a defesa da ilha faz parte das responsabilidades da Otan e que pretende reforçar seus esforços junto à aliança militar para garantir tal proteção. Essa intenção também foi apoiada por líderes de vários países europeus que, na semana passada, emitiram uma declaração conjunta em apoio à soberania de Copenhague e de Nuuk sobre o território.

O primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, enfatizou o compromisso da ilha em permanecer dentro da aliança ocidental e sublinhou que qualquer mudança de status deve ser decidida pelos groenlandeses.

A reação em Nuuk intensifica os esforços diplomáticos europeus para lidar com as declarações de Trump, que no último domingo declarou que os Estados Unidos fariam o que fosse necessário para deter a influência de potências rivais no Ártico — chegando a afirmar que os EUA tomariam a Groenlândia “de uma forma ou de outra”.

Em resposta, autoridades da Otan, incluindo o secretário-geral Mark Rutte, discutem estratégias para aumentar a segurança regional sem recorrer a conflitos armados, destacando a importância de uma solução diplomática que preserve a integridade da aliança e a soberania dos países membros.

A pressão internacional também se materializa em alertas de altos representantes europeus de que uma tentativa de anexação violaria o direito internacional e poderia comprometer a própria estrutura da Otan.

Fonte: acessenoticias/radiotucunare

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