Juara – Mato Grosso

3 de fevereiro de 2026 07:26

Emergência ambiental na Argentina: incêndio consome mais de 5,5 mil hectares e mobiliza força-tarefa

Um incêndio florestal de grandes proporções segue fora de controle na região da Patagônia, na Argentina, e já devastou mais de 5.500 hectares de áreas rurais e de mata nativa até este domingo dia 11. A área atingida equivale a aproximadamente 7,7 mil campos de futebol. A situação mantém comunidades inteiras em alerta máximo e exige uma das maiores mobilizações de combate ao fogo dos últimos anos na região.

De acordo com o governador da província, Ignacio Torres, as condições climáticas previstas para o fim de semana tornaram o cenário ainda mais crítico. Em comunicado, ele alertou que as próximas 48 horas são decisivas para evitar que as chamas avancem ainda mais. As equipes concentram esforços nos pontos mais sensíveis do incêndio, com reforço das linhas de aceiro, resfriamento de focos ativos e abertura de novas rotas de acesso.

A operação oficial reúne cerca de 500 profissionais, entre bombeiros, equipes de resgate, forças de segurança e pessoal de apoio. O reforço deve aumentar nas próximas horas, com a chegada de mais bombeiros e aeronaves vindos da província de Córdoba e também do Chile.

O fogo teve início na última segunda-feira no balneário de Puerto Patriada, a cerca de 1,7 mil quilômetros ao sudoeste de Buenos Aires, e apresenta múltiplos focos ativos, o que dificulta o controle das chamas. Desde então, moradores e voluntários se uniram às equipes de emergência em um esforço contínuo para proteger residências e áreas naturais.

A pequena localidade de Epuyén, com pouco mais de dois mil habitantes e situada entre um lago glacial e colinas cobertas por florestas nativas, está entre as mais afetadas. O avanço do incêndio cercou parte do vilarejo e levou à evacuação de cerca de três mil turistas em Puerto Patriada e de 15 famílias em Epuyén. Pelo menos dez casas já foram destruídas.

Moradores relatam cenas de desespero. A residente Flavia Broffoni, que atua como voluntária desde o início do incêndio, descreveu a situação nas redes sociais como um “inferno”, afirmando que novos focos são registrados a cada poucos minutos, tornando o combate ainda mais complexo.

O episódio ocorre pouco mais de um ano após a Patagônia enfrentar os piores incêndios florestais das últimas três décadas, o que evidencia a recorrência de eventos extremos e a pressão crescente sobre os sistemas oficiais e comunitários de resposta a desastres ambientais.

Fonte: acessenoticias/radiotucunare

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