Uma nova estratégia de segurança publicada pelos Estados Unidos provocou forte reação na Europa — diversos líderes consideram o documento “ideológico e antieuropeu”. A estratégia norte-americana elogia partidos de direita radicais na Europa, culpa a imigração e mudanças demográficas pelo que define como “decadência civilizacional”, e sugere que a Europa reassuma rapidamente papéis de autonomia militar e política.
O lançamento da estratégia tensionou alianças tradicionais: países como França e Alemanha manifestaram críticas diretas, questionando interferência externa. A resposta coletiva veio com a convocação, para Londres, de uma reunião entre os primeiros-ministros britânico Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz, junto com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy — com o objetivo de definir uma posição comum da Europa diante das novas diretrizes dos EUA.
O episódio reacende debates sobre a dependência europeia dos EUA para segurança e a necessidade de maior autonomia estratégica para a União Europeia. Há quem veja a estratégia americana como um chamado para que a Europa fortaleça suas próprias defesas e reavalie seu papel global, especialmente diante de crises internacionais e da guerra no leste europeu.





































































