Juara – Mato Grosso

20 de janeiro de 2026 21:13

Greve de funcionários fecha o Louvre e expõe crise de segurança e superlotação

gerado por ia

O Museu do Louvre, em Paris, considerado o mais visitado do mundo, permaneceu fechado nesta segunda-feira dia 15, após funcionários decidirem paralisar as atividades em protesto por melhores condições de trabalho. A mobilização foi aprovada durante assembleia realizada na manhã do mesmo dia, com a participação de cerca de 400 trabalhadores.

A decisão foi confirmada pelo sindicato CFDT, que informou que a greve vale ao menos para esta segunda-feira. Logo no início do dia, visitantes foram impedidos de entrar e um comunicado publicado no site oficial do museu avisava que o local estava temporariamente fechado. Até a última atualização, não havia previsão para a reabertura.

A paralisação ocorre após rodadas de negociação realizadas na semana passada entre representantes sindicais e autoridades do governo francês, incluindo a ministra da Cultura, Rachida Dati. Segundo lideranças do CFDT, os encontros não foram suficientes para resolver problemas antigos relacionados ao financiamento do museu e à defasagem no número de funcionários diante do aumento constante de público.

De acordo com os trabalhadores, a superlotação do Louvre tem agravado tanto as condições de trabalho quanto os riscos à segurança. Essas preocupações ganharam ainda mais força após o roubo de joias ocorrido em outubro, quando criminosos conseguiram invadir o prédio durante o dia e levar peças históricas da Coroa francesa, que seguem desaparecidas.

Na ocasião, os suspeitos utilizaram uma plataforma elevatória para alcançar a fachada do museu, forçaram uma janela, quebraram vitrines e fugiram rapidamente. Uma investigação do Senado francês, divulgada recentemente, apontou falhas graves no sistema de segurança, como câmeras inoperantes, equipamentos obsoletos, falta de pessoal nas salas de controle e erros de comunicação que levaram a polícia a ser direcionada ao local errado.

Além disso, o relatório destacou que os criminosos escaparam com uma vantagem de pouco mais de 30 segundos. Para os funcionários, o episódio expôs fragilidades que já vinham sendo denunciadas há anos.

Outro incidente recente também chamou atenção: na semana passada, um vazamento de água dentro do museu causou danos a cerca de 400 livros raros, aumentando a pressão sobre a gestão da instituição.

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