Juara – Mato Grosso

30 de janeiro de 2026 16:43

Índia e União Europeia avançam para concluir acordo de livre comércio nesta terça

A Índia e a União Europeia estão próximas de anunciar a conclusão das negociações para um acordo de livre comércio, com expectativa de confirmação nesta terça-feira (27), segundo fontes ligadas aos dois governos. O entendimento é considerado estratégico e pode ampliar o intercâmbio entre as economias, além de reduzir tarifas e facilitar o acesso a mercados.

O possível anúncio deve ocorrer após reuniões entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a cúpula Índia-UE realizada em visita oficial ao país asiático.

O acordo prevê, entre outros pontos, a redução de tarifas sobre automóveis e vinhos europeus, além da ampliação das exportações indianas de eletrônicos, têxteis, produtos químicos, farmacêuticos e joias. Caso seja ratificado pelo Parlamento Europeu, processo que pode levar pelo menos um ano, o pacto tende a impulsionar significativamente o comércio bilateral.

Além do acordo comercial, Índia e União Europeia também pretendem avançar na assinatura de pactos nas áreas de segurança, defesa e mobilidade, incluindo facilitação para trabalhadores altamente qualificados e estudantes.

As negociações, retomadas em 2022 após quase uma década de paralisação, ganharam ritmo no último ano diante do aumento das tensões comerciais globais. O fortalecimento da parceria também ocorre em um cenário de tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos indianos e de mudanças no equilíbrio das alianças econômicas internacionais.

O comércio entre a Índia e o bloco europeu somou cerca de US$ 136,5 bilhões no ano fiscal encerrado em março de 2025, colocando a União Europeia entre os principais parceiros comerciais da Índia.

Apesar do avanço, ainda existem pontos sensíveis nas tratativas, como a resistência indiana em reduzir de forma mais ampla as tarifas sobre automóveis importados. Por outro lado, Nova Délhi também demonstra preocupação com barreiras não tarifárias adotadas pela UE, como taxas de carbono sobre aço, alumínio e cimento, além de mudanças no Sistema Geral de Preferências.

Especialistas avaliam que um acordo poderá beneficiar setores como automotivo, eletrônico, têxtil, farmacêutico e químico, além de ajudar exportadores indianos a competir de forma mais equilibrada com países como Bangladesh, Vietnã e China no mercado europeu.

Parceiros e Clientes

Entre no grupo Acesse Notícias no Whatsapp e receba notícias em tempo real.