Juara – Mato Grosso

9 de março de 2026 19:44

Paquistão e Afeganistão trocam ataques e elevam tensão na região

A escalada de tensão entre Paquistão e Afeganistão resultou em novos confrontos militares na madrugada desta sexta-feira dia 27, no horário de Brasília. Após semanas de atritos na fronteira, os dois países trocaram ataques diretos, elevando o risco de um conflito de maiores proporções.

O Talibã afirmou ter realizado bombardeios com drones contra alvos militares paquistaneses nas cidades de Islamabad, Nowshera, Jamrud e Abbottabad, classificando a ação como retaliação. Em resposta, o ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, declarou que as aeronaves não tripuladas foram interceptadas e que não houve registro de vítimas.

Antes disso, o governo paquistanês havia intensificado sua postura contra o vizinho e anunciou estar pronto para “esmagar” o Talibã, alegando que sua paciência havia se esgotado. Como parte dessa ofensiva, o Exército do Paquistão realizou bombardeios aéreos contraposições do grupo no Afeganistão, incluindo alvos em Cabul, Kandahar e na província de Paktia.

Segundo autoridades paquistanesas ouvidas por agências internacionais, os ataques utilizaram mísseis disparados por via aérea contra instalações militares e escritórios do Talibã. Testemunhas relataram explosões e sobrevoos de caças nas áreas atingidas. Kandahar, no sul do Afeganistão e considerada base estratégica do movimento, também foi alvo.

Os bombardeios marcam a primeira vez que Islamabad atinge diretamente estruturas do Talibã, sinalizando uma ruptura mais profunda entre os países, que já mantiveram relações próximas no passado. Até o momento, não há confirmação independente do número de vítimas.

O estopim do confronto ocorre após meses de acusações mútuas. O Paquistão afirma que o governo talibã abriga grupos armados responsáveis por ataques em seu território — alegação negada por Cabul. Na noite de quinta-feira, forças afegãs também lançaram ofensiva na região de fronteira, dizendo agir em resposta a bombardeios anteriores do Paquistão.

Autoridades dos dois lados apresentam versões divergentes sobre os resultados militares. O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, afirmou que dezenas de soldados paquistaneses morreram e que postos avançados teriam sido capturados. Já o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, negou as perdas e disse que as forças paquistanesas causaram danos significativos ao adversário.

Apesar da troca de ataques, não há balanço oficial consolidado de mortos desde o início das hostilidades mais recentes.

Diante da gravidade da situação, países como Irã e China demonstraram preocupação e se colocaram à disposição para mediar negociações. Teerã afirmou estar pronto para facilitar o diálogo, enquanto Pequim pediu moderação e um cessar-fogo rápido para evitar mais derramamento de sangue.

As relações entre os dois vizinhos vêm se deteriorando desde confrontos anteriores que já haviam deixado dezenas de mortos e mantêm a fronteira em grande parte fechada. Tentativas de cessar-fogo mediadas por países terceiros não resultaram, até agora, em um acordo duradouro.

O cenário permanece incerto, e analistas alertam para o risco de ampliação do conflito entre os dois países

Fonte: acessenoticias/radiotucunare

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