ONU pede US$ 10,3 bilhões para enfrentar consequências da covid-19

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O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) lançou nesta sexta-feira (17) um apelo à comunidade internacional para levantar US$ 10,3 bilhões (cerca de R$ 55 bilhões) para implementar programas de ajuda alimentar, sanitária e outros diante da pandemia da covid-19.

O coordenador humanitário da ONU pediu inicialmente US$ 2 bilhões para esse item em março, um número que subiu para US$ 6,7 bilhões em maio e chegando a esse novo valor agora, à medida que a pandemia se espalha por mais países e suas consequências sociais e econômicas negativas aumentam.

Se a comunidade internacional não agir, “a pandemia e a recessão global, juntamente com ela, irão criar o primeiro aumento da pobreza global desde 1990 e levarão 265 milhões de pessoas à fome antes do final do ano”, alerta o Ocha.

O porta-voz do escritório de Genebra, Jens Laerke, enfatizou que o dinheiro será gasto em programas para melhorar os serviços de saúde, como campanhas de vacinação, mas também em remessas de alimentos, melhoria dos serviços de higiene e água potável e outras necessidades.

Ele alertou que até agora, apenas US$ 1,7 bilhão foram recebidos, “uma quantia generosa, mas que nem cobre o pedido feito em março”.

“Os países desenvolvidos agora estão focados em se proteger por meio de medidas de recuperação, mas também precisam pensar nos mais vulneráveis, caso contrário a pandemia criará várias crises”, alertou.

Na atual pandemia da covid-19, “nenhum país estará a salvo do vírus até que estejamos todos seguros”, acrescentou o porta-voz.

A porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Marixie Mercado, acrescentou que US$ 1,9 bilhão do total solicitado pelo Ocha iria para programas gerenciados por essa agência, que também necessita de assistência urgente.

Ela lembrou que os mais recentes estudos de especialistas estimam que cerca de 6 mil crianças podem morrer todos os dias até o final do ano por doenças evitáveis, devido aos problemas que a pandemia criou nos serviços de saúde e nos programas de vacinação.

Fonte: R7

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