Pandemia faz procura por crédito para reforma da casa crescer 44%

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pandemia do novo coronavírus despertou o interesse das famílias em melhorar o ambiente comum da casa ou amplia o imóvel. E muitas delas recorreram ao crédito para conseguir fazer as obras.

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Levantamento da Pontte, fintech de crédito digital, identificou que a busca por crédito para reformas em casas, apartamentos e prédios comerciais cresceu 44% entre março, quando iniciou a quarentena, e julho.

Maria Rosenberg, CCO e responsável pelos clientes, diz que a plataforma recebeu mais de 4,8 bilhões de solicitações de crédito até agosto de 2020. Em 2019, nesse mesmo período o montante foi de 1,7 bilhão.

“São pessoas que pensavam em fazer reforma, mas não tinham tempo e, agora com a pandemia, estão mais em casa e decidiram iniciar as obras.”

Maria Rosenberg

Há também pessoas, segundo ela, que viram que precisavam aumentar os espaços comuns para acomodar melhor a família.

“Essas famílias não ficavam quase em casa, por isso não se incomodavam tanto com o espaço.”

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Ao todo, a fintech, que só oferece empréstimos com o valor mínimo de R$ 30 mil, estima ter recebido mais de R$ 6 bilhões em solicitações de crédito em 2020.

Em fevereiro, período pré-pandemia, 9% desse total tinha como foco a reformas do imóvel. De março até agora, houve um aumento de 22% no interesse de crédito para renovar espaços, fachadas e dar uma nova cara para o lar.

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E foram solicitados R$ 670 milhões em crédito somente para reformas.

Outros motivos para os pedidos de empréstimos foram: problemas de saúde, quitar dívidas ou investir num negócio próprio.

A startup atua somente com a modalidade garantia imobiliária, aquela na qual a casa do solicitante é apresentada como garantia para o pagamento do empréstimo. Seu público-alvo é a classe média alta.

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A zootecnista Laiz Matos, 33, viu uma oportunidade para reformar um apartamento que tem em São José do Rio Preto (438 km da capital de São Paulo).

Ela trocou o piso, o revestimento, colocou guarda-roupa e armários embutidos na cozinha e na lavanderia e box do banheiro.

“Aproveitei o momento porque vi que o preço do material para construção estava mais atrativo e eu tinha mais tempo para acompanhar a obra.”

Laiz Matos

Laiz acredita que a reforma vai valorizar o valor do aluguel e o preço do imóvel, que ela pretende vender no futuro.

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Para Frederico Marcondes César, vice-presidente do interior do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), o baixo rendimento da poupança, que desabou para 0,12% ao mês (1,4% ao ano), vem fazendo com que as pessoas busquem ativos mais seguros.

E muitos estão optando por fazer melhorias no seu imóvel, ampliar espaços ou trocar um eletroeletrônico.

César acredita que com a Selic (taxa básica de juros) a 2% ao ano, os juros de linhas de crédito para construção, reforma ou financiamento imobiliário estão bastante atrativas.

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“O mercado imobiliário ficou parado durante quatro anos. Somente no segundo semestre do ano passado que os lançamentos voltaram e em uma velocidade fantástica de lançamentos”, finaliza.

Fonte: R7

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