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Juara – Mato Grosso
Sexta-Feira, 30 de Outubro de 2020

Produção das principais frutas estabiliza em 43 milhões de toneladas

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A maioria dos pomares de frutas de importância econômica foi pouco afetada pelas condições ambientais em 2019. O clima no geral contribuiu para a produtividade e a qualidade das frutas nacionais, avalia Eduardo Brandão, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

A entidade prevê que a produção de frutas tenha sido de 43 milhões de toneladas em 2019. Ele acrescenta que esse volume é estável, com pequena previsão de queda. O ano marcou a recuperação a partir dos problemas climáticos enfrentados nos últimos anos em áreas importantes da fruticultura, como o Vale do São Francisco.

O total de 19 espécies de frutíferas produziram 37,28 milhões de toneladas, com redução de 147,217 mil toneladas em 2018, de acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em setembro de 2019. Esse volume não inclui a colheita de 1,564 bilhão de cocos-da-baía e 1,767 bilhão de abacaxis. Laranja e banana são as mais representativas, com os respectivos volumes de 16,713 milhões de toneladas e 6,752 milhões de toneladas.

O terceiro maior volume foi o de melancia, com 2,24 milhões de toneladas. As 21 frutas de lavouras permanentes e temporárias totalizaram R$ 36,34 bilhões em 2018, com acréscimo de R$ 390,543 milhões em relação ao valor do ano anterior, segundo a pesquisa do IBGE. A colheita de 16,713 milhões de toneladas de laranja continuou responsável pelo maior valor da produção de R$ 9,450 bilhões do total em 2018. A segunda maior receita, de R$ 6,975 bilhões, foi obtida com a oferta de 6,752 milhões de toneladas de banana. O açaí registrou o terceiro maior faturamento, de R$ 3,265 bilhões, com 1,510 milhão de toneladas, o quinto lugar em volume.

As diversas espécies da fruticultura estão presentes em todos os estados brasileiros. A área plantada com os 21 tipos de frutas somou 2,058 milhões de hectares em 2018, com 54.851 hectares a menos do que no ano anterior. O Estado de São Paulo liderou com o plantio de 521.124 hectares, seguido por Pará, com 286.490 hectares; Bahia com 246.569 hectares; Rio Grande do Sul, com 145.877 hectares; e Minas Gerais, com 126.269 hectares.

FUTURO

Nos próximos anos, a laranja, com a produção estimada em 15,8 milhões de toneladas para a safra de 2018/19, deverá crescer 0,5% ao ano. Se o índice se confirmar, o volume da fruta poderá chegar a 16,8 milhões de toneladas no ciclo 2028/29. A expectativa é de que a área plantada diminua 24,4% no período. O plantio atual de 558 mil hectares deverá recuar para 422 mil hectares. Os dados são do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento e da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, atualizados em julho de 2019.

O laranjal perde espaço no Estado do São Paulo, principal produtor do País. De 723 mil hectares em 1990, passou para 378 mil hectares em 2019. A área regride em todos os estados produtores da fruta, como Bahia e Minas Gerais.

O Brasil continua como o terceiro maior produtor de frutas do mundo, mesmo com a produção estável. China e Índia respondem pelo primeiro e segundo lugar, respectivamente. O brasileiro segue consumindo a média de cerca de 58 quilos de frutas por ano, segundo o diretor da Abrafrutas, Eduardo Brandão. O consumo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 140 quilos por ano. Ele destaca que a crise econômica afeta a demanda de frutas. As classes C, D e E priorizam a compra de proteínas e grãos, em detrimento de frutas e hortaliças. A diversidade de frutas consumidas é reduzida pelas classes A e B.

SALDO POSITIVO

O embarque de frutas do País é considerado baixo pelos exportadores, diante da oferta in natura. O ano de 2019 fechou com o envio de 1,006 milhão de toneladas de frutas frescas ou secas, preparadas ou conservadas, e de nozes e castanhas, de acordo com o sistema Agrostat do Mapa. O valor das vendas chegou a US$ 1,018 bilhão. Esses resultados superaram os obtidos em anos anteriores. “O desempenho positivo foi beneficiado pelo câmbio favorável, sólido trabalho de promoção no mercado externo e pela abertura de novos mercados”, aponta Eduardo Brandão, diretor executivo da Abrafrutas.

A expectativa é crescer à média de 5% ao ano. A manga e o melão mantiveram-se entre as frutas mais exportadas em 2019. Além disso, as vendas externas dessas duas frutas superaram as do ano anterior.

O maior envio foi o de manga, com 227,573 mil toneladas e de US$ 221,913 milhões. Enquanto o melão registrou o maior valor de US$ 251,641 milhões, com o embarque de 160,389 mil toneladas. A importação de frutas ficou em 497,020 mil toneladas e US$ 662,061 milhões no ano. Desde 2016, as compras externas estão diminuindo. A balança comercial foi favorável às exportações em US$ 356,142 milhões neste ano de 2019. Floresta ampliada Brasil registrou 9,9 milhões de hectares plantados com árvores para fins comerciais em 2018, com aumento de 1,3%, ou de 131,8 mil hectares Recurso: Silvicultura totalizou R$ 16,3 bilhões em 2018, com alta de 11,1% As florestas plantadas respondem por 91% de toda a madeira produzida no Brasil para fins comerciais. O restante, 9%, é fornecido pelas florestas naturais, de acordo com manejo legal. A área plantada somou 9,9 milhões de hectares em 2018, com 1,3% de acréscimo, ou de 131,8 mil hectares, em relação ao ano anterior. Os dados são da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As espécies de eucalipto e de pinus são as mais plantadas, ocupando 96,3% da área total. A maior floresta, de 7,5 mil hectares, foi a de eucalipto, equivalendo a 76,2% do todo. A espécie também é a mais utilizada na produção madeireira. Na indústria de papel e celulose, o eucalipto serve para a produção de celulose de fibra curta, utilizada na elaboração de papéis, como os de imprimir, escrever e para fins sanitários. A madeira de pinus serve para gerar a celulose de fibra longa, usada na produção de papel de qualidade superior e que demanda maior resistência.

A região Sul concentrava 35,2% da área de floresta plantada no País em 2018. No entanto, segundo a pesquisa do IBGE, a ampliação da área ocorreu principalmente no Sudeste, com 96,6 mil hectares a mais ao final de 2018. O Estado de Minas Gerais seguiu registrando a maior área florestal plantada do País, superando os 2 milhões de hectares, 3,3% a mais no ano, sendo quase tudo com eucalipto. A segunda maior área, de 1,5 milhão de hectares, está situada no Estado do Paraná, dos quais 54,3% são destinados ao desenvolvimento de pinus.

A produção da silvicultura resultou em R$ 16,3 bilhões em 2018, com alta de 11,1% em relação ao valor do ano anterior. O setor registrou alta pelo terceiro ano consecutivo. A produção de madeira destinada a elaboração de celulose foi a que gerou o maior valor da silvicultura, com 31,3% de participação, equivalente a R$ 5,1 bilhões. A ampliação da capacidade de algumas plantas de processamento de celulose, em 2017 e 2018, teve como consequência o aumento de 6,3% na produção de tora destinada a esta indústria.

A produção de madeira em tora para outras finalidades representou 28,2% do total gerado pelo setor, somando R$ 4,6 bilhões, com alta de 5,3%. As outras finalidades correspondem à produção de madeira para a construção naval, indústria moveleira, construção civil, fabricação de pallets, painéis e chapas de madeira, pisos laminados, postes e mourões, entre outros produtos. Não inclui a produção de papel e celulose e para fins energéticos. Houve queda apenas na produção de lenha (-4,2%), com redução de 4,6% no valor. Parte deste resultado é decorrência do aumento de 18,9% na produção de carvão vegetal, outro produto de origem florestal utilizado para fins energéticos.

De acordo com a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), a expectativa era de que o desempenho do setor silvicultor seria positivo em 2019. Os associados da entidade são dos segmentos de pisos e painéis de madeira, papel, celulose, madeira serrada e carvão vegetal. Responderam pelo plantio de 7,83 milhões de hectares em 2018, do total brasileiro de 9,9 milhões de hectares. Dessa área, 5,7 milhões de hectares foram plantados com eucalipto, 1,6 milhão de hectares com pinus e 590 mil hectares com outras espécies, como seringueira, acácia, teca e paricá.

A receita do setor de árvores cultivadas ficou em R$ 86,6 bilhões em 2018, com aumento de 13,1% em relação ao ano anterior, conforme a IBÁ. As exportações foram de US$ 12,5 bilhões, 24,1% além do valor obtido em 2017. Com região de abrangência de cerca de 1.000 municípios em 23 estados, o segmento desempenha papel importante na geração de oportunidades e na transformação de vidas. A geração de empregos diretos cresceu quase 1% em 2018, para 513 mil vagas, impactando 3,8 milhões de pessoas direta e indiretamente.

O setor de árvores plantadas contribui para o desenvolvimento socioeconômico e a dinamização da economia local.

A FORÇA DOS SEGMENTOS

O Brasil consolidou-se como o segundo maior produtor de celulose do mundo em 2018, apenas superado pelos Estados Unidos (EUA). O volume de celulose atingiu 21,1 milhões de toneladas, 8% a mais do que o registrado em 2017. A exportação alcançou 14,7 milhões de toneladas, com 11,5% de aumento em relação ao ano anterior. O consumo interno atingiu 6,5 milhões de toneladas, com a importação de 180 mil toneladas. No ranking mundial, o País seguiu como o oitavo maior produtor de papel, com 10,4 milhões de toneladas em 2018, com 0,4% de retração em comparação ao ano anterior.

O motivo dessa redução foi o recuo da exportação, que ficou 4,6% abaixo do volume registrado em 2017. A oferta de painéis de madeira reconstituída foi de 8,2 milhões de metros cúbicos no ano, com alta de 2,8%. Esse avanço foi impulsionado pelo consumo interno e pela desvalorização do real frente ao dólar. O segmento brasileiro de painéis de madeira permanece em oitavo lugar na lista dos maiores produtores do mundo. Os preços nominais dos produtos de base florestal, em sua maioria, apresentaram aumentos em 2018 em relação ao ano anterior, avaliou a associação.

A valorização esteve relacionada com o bom momento das indústrias do setor de celulose e papel e com a desvalorização do real frente ao dólar, o que possibilitou o aumento do volume e do preço da madeira serrada, dos painéis de madeira e dos compensados brasileiros no mercado externo. Com relação ao carvão vegetal, o aumento de preço foi favorecido pela leve recuperação apresentada pelo setor siderúrgico em 2018.

Fonte: Agencia Brasil

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