Qual a situação da pandemia nos países da América Latina

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Enquanto a pandemia do coronavírus desacelera na Europa, a doença se alastra rapidamente pela América do Sul, com o número de infectados crescendo no continente.

Ainda que boa parte dos países não tenha números expressivos reportados, o Brasil já ocupa o 11º lugar na lista de países com o maior número de casos e, no Equador, a cidade de Guayaquil tem um dos maiores números de mortos per capita do mundo.

Porém, uma preocupação da OMS é a falta de testes realizados na região e a subnotificação. Com isso, é impossível dizer com certeza qual a dimensão da doença, onde estão os casos e garantir que a onda de contágios seja contida, como aconteceu na Europa.

Além disso, governos locais se recusam a colaborar e seguir as orientações passadas e menosprezam a periculosidade da doença, que já deixou mais de 3 milhões de infectados e 218 mil mortos pelo mundo.

Os epicentros

A América do Sul tem cerca de 150 mil casos confirmados e notificados de coronavírus, sendo metade das infecções só no Brasil, que já tem mais de 73 mil casos e 5 mil mortos. Apesar de ser o país mais afetado da região, o presidente Jair Bolsonaro segue recomendando o relaxamento de medidas de contenção da pandemia e quebrando a recomendação da OMS de isolamento social e confinamento.

No Equador, o número de contágios está na casa dos 24 mil, mas o país tem menos de mil mortes, a maioria na província de Guayas. Na cidade de Guayaquil, o colapso da saúde chegou no ponto em que corpos dos mortos por covid-19 ficavam na rua por dias esperando ser recolhido pelas autoridades. Foi necessária a construção de dois novos cemitérios para dar conta da demanda e autoridades pensam em decretar crise humanitária.

Profissionais da saúde também serão investigados por negligência e outros processos foram abertos pela falta de cuidado e de informação sobre onde os mortos foram enterrados.

Peru enfrenta uma escalada no número de casos, que já passam dos 31 mil, e o governo de Martín Vizcarra admitiu que a situação em algumas regiões é crítica. O medo e a preocupação agora são o colapso do sistema de saúde e não conseguirem conter o contágio do vírus. Até agora, 854 pessoas morreram.

No último domingo (26), Vizcarra anunciou que o país vai realizar mais de um milhão de testes para detectar a doença, centenas de novos leitos hospitalares serão permitidos e esforços serão feitos para o país alcançar as mil unidades de terapia intensiva (UTI) para conseguir tratar dos doentes.

No Chile, a quarentena foi estendida e algumas regiões agora ficarão em isolamento obrigatório, uma decisão do governo Piñera para tentar controlar os mais de 14 mil casos confirmados da doença no país. Apesar do aumento do número de casos e de restrições, o número de mortos é baixo, na casa dos 200 óbitos.

Todos os países da América do Sul tiveram casos confirmados de coronavírus, mas alguns conseguiram se prevenir mais rápido que outros. Mesmo na casa dos milhares, a Argentina, Colômbia e Bolívia tem menos de 10 mil casos e seguem com uma taxa de mortalidade baixa.

Na Argentina de Alberto Fernández, a quarentena foi estendida e o país foi um dos primeiros a fechar as fronteiras, para evitar que o número de contágios subisse ainda mais. As medidas de Fernandez no controle do coronavírus tornaram o peronista ainda mais popular.

No país existem mais de 4 mil enfermos e pouco mais de 200 mortos. Fernandez chegou a dizer que preferia ver 10% a mais de pobres no final da pandemia do que 10 mil mortos.

A Colômbia também fechou as fronteiras e estendeu a quarentena até maio para tentar controlar a transmissão do coronavírus. Até agora, o país conta com mais de 6 mil casos confirmados e decretou emergência de saúde, mas a preocupação é como proteger os povos indígenas da doença, que já foram atingidos.

Comunidades indígenas decidiram fechar estradas para impedir que mais pessoas acabem passando perto das tribos e levando o covid-19 para lá e estão coordenando com o governo formas de conseguir os equipamentos de proteção básicos.

A Bolívia tem mil casos de coronavírus e 55 mortos, com a primeira morte confirmada no dia 29 de março. Mesmo assim, o país também decretou emergência sanitária e entrou em quarentena total, com a ajuda de policiais e militares nas ruas para garantir que os cidadãos não quebrem o isolamento imposto.

Fonte: R7

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