Retirada antecipada de fundo de previdência pode gerar perdas

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest

Fundos de previdência privada aberta como o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL) e o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) pela tabela regressiva do imposto de renda (IR) são produtos de investimentos para horizonte de longo prazo com vantagens fiscais para os aplicadores.

Leia também: Ferramenta ajuda a comparar fundos previdenciários

Ou seja, se a pessoa física carregar o plano até o vencimento garante um benefício que proporciona ganhos maiores na acumulação de capital e na geração de renda.

Mas, se por outro lado, esse mesmo investidor, por uma necessidade qualquer de recursos como no ambiente da crise econômica atual, tiver que resgatar da aplicação, perderá todos os benefícios fiscais, e a depender da precificação dos papéis da carteira no mercado, poderá receber menos dinheiro do que o aportado no plano.

Leia também: Após aprovação, reforma impulsiona previdência privada

Segundo Jorge Ricca, diretor financeiro da Brasilprev, maior gestora de fundos de previdência privada no país, o ideal é que o investidor tenha consciência que o produto (PGBL ou VGBL) é voltado apenas para longos períodos de acumulação de capital e de rendimentos. “É preciso ter tranquilidade e esperar a crise passar para não ter prejuízo com uma retirada antes do prazo contratado”, diz.

Para investidores que assustaram com cotas negativas nos últimos meses, Ricca ressalta a importância da avaliação do perfil do investidor. “Para aquele participante que está no limite do seu perfil de risco é possível migrar para um investimento mais conservador. Mas se ele compreender que a previdência é para o longo prazo, vai perceber que se vai entrar num período de recuperação (do valor das cotas) e não precisa se preocupar”, afirma.

Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), no mês de maio até o dia 19 último, o resgate líquido em fundos de previdência somava R$ 1,97 bilhão, concentrado na subcategoria Previdência Renda Fixa de duração baixa e risco soberano, ou seja, em carteiras com títulos públicos federais de curto prazo.

“Os juros estão muito baixos na renda fixa, há espaço para o investidor de previdência correr um pouco mais de risco, mesmo que um movimento pequeno para multimercados como o Premium ou Ciclo de Vida”, exemplifica Ricca, citando carteiras da Brasilprev. Nos últimos 12 meses até 19 de maio, essas carteiras da subcategoria Previdência Renda Fixa de duração baixa e risco soberano registraram ganhos nominais brutos de 4,91%, antes da cobrança dos impostos.

Mordida do leão

Quanto à tributação em casos de retiradas antecipadas, vale lembrar que pela tabela regressiva, no resgate em até 2 anos, a alíquota é de 35%. De 2 a 4 anos, a alíquota é de 30%; de 4 a 6 anos, a alíquota é de 25%; de 6 a 8 anos, a alíquota cai para 20%; de 8 a 10 anos, a cobrança recua para 15%. E só acima de 10 anos de permanência (longo prazo) é que o plano passa ser vantajoso, com uma alíquota de apenas 10%.

Pela tabela progressiva, a atual utilizada na declaração do imposto de renda da pessoa física, até R$ 1.903,98 de renda mensal, há isenção (0%). De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65 – alíquota de 7,5%; de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – alíquota de 15%; de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – taxa de 22,5%; e acima de R$ 4.664,69 – a cobrança é de 27,5%.

Para planejar o futuro, é importante uma vida financeira regrada. O planejamento deve considerar também uma parte para emergências (curto prazo). O ideal é separar uma porcentagem para as necessidades e demandas de médio prazo, como viagens próximas, entrada em um automóvel, compra de um eletrodoméstico, pagamento de algum curso, entre outros objetivos.

Defina os seus projetos de vida e o prazo em que pretende realizar cada um deles. Quando se tem clareza sobre o que deseja, fica mais fácil buscar motivação e avaliar o andamento do processo. E lembre-se, com o aumento da longevidade,
é preciso definir os objetivos levando em consideração este cenário, pois mais do que viver mais, é preciso viver melhor. Por isso, faça com que esse seja um período confortável financeiramente e sem sofrimento com os riscos que os anos a mais podem proporcionar, como não acumular recursos.

A previdência privada é opção para guardar dinheiro se você quer realizar projetos no médio ou longo prazo. Esse produto financeiro oferece benefícios tributários e ainda incentiva a disciplina por conta das contribuições mensais.

Avalie o histórico e a reputação das empresas, busque seus índices de menções no Procon e sites de reclamações. Opte por uma organização confiável, pois, no caso de um plano de previdência privada, será uma relação de muitos anos. Veja se a instituição escolhida se preocupa com controles e segue processos seguros .

A previdência privada oferece dois tipos de produto: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). No primeiro é possível abater as contribuições na Declaração Anual do Imposto de Renda, até o limite de 12% da renda bruta anual. Sabe quando você abate aquela visita ao médico, ou o colégio das crianças? É igual. Agora, se você não declara ou o faz na Declaração Simplificada, a melhor escolha é o VGBL, produto em que o imposto no momento de utilização dos recursos incidirá somente sobre os rendimentos. No PGBL, o imposto incidirá no total da reserva.

 

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Acesse Notícias. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Com muito ❤️️ por GO7.SITE

⚙️