A base aérea britânica de Akrotiri, no Chipre, foi alvo de um ataque com drone na madrugada desta segunda-feira dia 2. Segundo o governo cipriota, o equipamento causou danos considerados limitados, e não houve registro de feridos. As operações no local seguem normalmente.
De acordo com o presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, o artefato seria um drone Shahed, modelo associado ao Irã. As autoridades informaram que dois veículos aéreos não tripulados foram identificados, sendo que um deles foi interceptado pelos sistemas de defesa.
Apesar da identificação do modelo, ainda não há confirmação sobre o ponto de onde o drone foi lançado. Após o incidente, a administração das bases britânicas orientou moradores das proximidades a permanecerem em casa temporariamente, por precaução. Trabalhadores de áreas não essenciais também deverão deixar a base.
O porta-voz do governo cipriota, Konstantinos Letymbiotis, afirmou que os protocolos de segurança foram ativados imediatamente e que a situação segue sob acompanhamento permanente em coordenação com o Reino Unido.
O Conselho de Segurança Nacional do país permanece reunido em sessão contínua para avaliar os desdobramentos.
Christodoulides reforçou que o Chipre não participa de operações militares na região e não pretende se envolver em ações desse tipo. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, conversou com o governo cipriota e manifestou apoio aos países do bloco diante de qualquer ameaça à segurança.
Já a ministra do Interior britânica, Yvette Cooper, afirmou que novas informações sobre o episódio deverão ser divulgadas ao longo do dia. Ela também destacou que a base segue operacional e que os Estados Unidos não solicitaram seu uso neste episódio específico. O Reino Unido mantém soberania sobre duas bases militares no Chipre, membro da União Europeia. A RAF Akrotiri ocupa uma ampla península no sul da ilha e tem papel estratégico no Mediterrâneo Oriental.
Em paralelo ao incidente, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, confirmou que autorizou os Estados Unidos a utilizarem bases britânicas para ações defensivas contra ameaças iranianas, embora Londres não participe de ataques ofensivos.
Enquanto isso, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a liderança iraniana demonstrou interesse em retomar negociações diplomáticas, mas reconheceu que o cenário permanece instável.
o ataque, embora com danos limitados, eleva a tensão no Mediterrâneo Oriental e mantém autoridades europeias e britânicas em estado de vigilância reforçada.





































































