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Juara – Mato Grosso
Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2021

Tipos de cicatrização que podem surgir na pele determinam o estado final de uma ferida

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Os diferentes tipos de cicatrizes que podem surgir na pele determinam o estado final de uma ferida. Você quer saber mais sobre esse mecanismo? A seguir, descubra tudo que você precisa saber sobre as cicatrizes dérmicas.

Existem diferentes tipos de cicatrização da pele, porque nem todas as feridas são iguais. Diferentes mecanismos de produção de lesões levam a feridas mais ou menos profundas.

A pele é composta por três camadas, então é necessário saber qual delas foi afetada: epiderme, derme e hipoderme ou camada subcutânea. A epiderme é a camada mais superficial e em contato com o exterior, enquanto a hipoderme é a mais profunda, em contato com o interior do organismo.

A camada média da pele é a derme, e é capaz de causar cicatrizes patológicas quando é afetada por uma ferida profunda o suficiente para penetrá-la. A derme é um tecido altamente especializado e, portanto, o corpo tem dificuldade para alcançar a sua reparação total.

Vamos examinar primeiro como a pele reage a uma ferida para produzir a cicatrização e, depois, veremos quais tipos de cicatrizes são possíveis.

Etapas da cicatrização

Quando a pele sofre uma ferida, desencadeia uma série de fenômenos sucessivos para repará-la. A maneira como essas fases são realizadas é o que determina os tipos de cicatrização. As fases são cinco:

1. Coagulação e resposta vascular

Assim que a lesão ocorre, o sangue produz uma lavagem da ferida. Corpos estranhos são arrastados para fora do lugar para evitar infecções. Logo depois, os vasos são fechados para coagular e parar o sangramento, com a ajuda de plaquetas.

2. Inflamação

A segunda fase é inflamatória. Embora a pele fique vermelha, isso não está relacionado ao início de uma infecção. A vermelhidão da inflamação é causada pelo intenso movimento celular e aumento do fluxo sanguíneo. Um líquido inflamatório claro pode até se formar na ferida, o que também não é um sinal de infecção.

3. Granulação

Agora começa a essência do reparo. As células mais envolvidas são os fibroblastos, que viajam para o local da lesão para produzir colágeno. O colágeno é o principal componente da derme, portanto, é o que substitui o tecido perdido.

Leia também: 8 alimentos para obter colágeno através da dieta

4. Epitelização

A função final do reparo de feridas é a restauração da camada que separa o exterior do interior. A pele tem sua função de barreira graças à epiderme. A epitelização consiste, então, em formar novamente a epiderme que desapareceu através de células chamadas queratinócitos.

5. Remodelagem

Uma vez que a ferida é fechada, o corpo deve definir como será a aparência final da cicatriz. Se a ferida afetou apenas a epiderme, possivelmente haverá apenas regeneração celular e a tendência é que a cicatriz seja normal. Por outro lado, se a ferida for profunda, há uma possibilidade maior de que a cicatriz se torne patológica.

Ferida aberta no joelho
As feridas que afetam a derme são mais propensas a formar uma cicatriz patológica.

Tipos de cicatrização

As fases da cicatrização da pele são sempre as mesmas em todas as feridas, mas nem todas são iguais. É por isso que foram identificados três tipos de cicatrizes no mundo da dermatologia e da cirurgia:

Primeira intenção

Esse é o nome dado ao processo que ocorre quando a ferida é pequena, não é profunda e existe uma proximidade entre as bordas da ferida. É muito raro que deixe uma cicatriz a longo prazo.

Segunda intenção

Este é o processo de cicatrização de uma ferida mais profunda, que afetou a derme. O resultado costuma ser uma cicatriz maior do que o normal e com uma aparência mais destacada. A principal causa é a perda de substância ou a existência de uma distância muito grande entre as bordas da ferida. Quando isso acontece, a derme deve formar muitos novos tecidos no estágio de granulação, e essa é a razão da deformidade final.

Terceira intenção

Este tipo de cicatriz está associado à intervenção médica. Isso acontece quando uma segunda sutura é realizada cirurgicamente em uma já existente, ou quando enxertos dérmicos são adicionados para reparo. É uma cicatriz final guiada pela intervenção em saúde.

Quer saber mais? Então leia: Cremes naturais para atenuar as cicatrizes

Tipos de cicatrizes

Cicatriz profunda na pele
As cicatrizes podem ser normais ou patológicas. Estas últimas podem ser excessivamente grandes ou profundas.

Embora existam cicatrizes normais e esperadas, há também aquelas consideradas cicatrizes patológicas. Vamos ver como são classificadas pela medicina:

  • Normal: é o que acontece após um processo normal. O resultado final é uma linha tênue.
  • Atrófica: é a perda de substância na pele, quando há uma pequena depressão na área onde a ferida estava. É uma apresentação muito comum da acne, por exemplo.
  • Hipertróficas: são cicatrizes causadas por tipos de cicatrização com produção excessiva de colágeno. A pele resultante é espessa e se sobressai acima do nível da epiderme normal. Geralmente acontece em áreas da pele com movimento constante, como o joelho.
  • Queloideé a cicatriz hipertrófica excessivamente grande. Pode coçar e até causar queimação. Geralmente se estende além dos limites iniciais da ferida que a originou.
  • Contratura: é o nome dado às cicatrizes das queimaduras. O tecido cicatricial se contrai, deformando a área afetada.

Cada um desses tipos de cicatrizes, resultando em diferentes formas de cicatrização, tem uma abordagem médica. Você pode consultar um cirurgião ou dermatologista se tiver uma cicatriz que o preocupa. O profissional saberá orientá-lo a respeito da melhor abordagem para o seu caso.

Fonte: https://melhorcomsaude.com.br/

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