Juara – Mato Grosso

17 de abril de 2026 12:35

Tensão no Oriente Médio provoca alta do diesel e acende alerta para inflação no Brasil

A recente escalada de conflitos no Oriente Médio já começa a gerar reflexos diretos na economia global e no bolso dos brasileiros. Mesmo com uma leve queda nos preços internacionais do petróleo nesta sexta-feira (20), os impactos da alta registrada nos últimos dias ainda são sentidos, especialmente no valor do diesel.

O barril do tipo Brent, referência mundial, chegou a atingir US$ 119 após ataques a estruturas energéticas na região. Apesar de ter recuado posteriormente e se estabilizado na faixa dos US$ 107 a US$ 108, o preço ainda permanece elevado, refletindo a instabilidade no cenário internacional.

A tensão aumentou após ações militares envolvendo Irã e Israel, incluindo ataques a instalações ligadas à produção de combustíveis. Como consequência, investidores reagiram com cautela diante do risco de interrupção no fornecimento global de petróleo, o que impulsionou os preços.

No entanto, sinais de possível alívio ajudaram a conter novas altas. Autoridades dos Estados Unidos indicaram medidas para ampliar a oferta de petróleo no mercado, como a liberação de reservas estratégicas e a possibilidade de flexibilização de sanções ao petróleo iraniano. Além disso, declarações apontando para uma possível redução do conflito contribuíram para acalmar os mercados.

Outro fator que ajudou a reduzir a pressão foi o posicionamento de países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão, que manifestaram apoio à segurança da navegação no Estreito de Ormuz — uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, responsável por cerca de 20% do fluxo global da commodity.

Mesmo assim, os efeitos da alta recente já são visíveis no Brasil. O preço do diesel registrou aumento de aproximadamente 25%, alcançando média de R$ 7,22 nos postos. Como cerca de 30% do combustível consumido no país é importado, o mercado interno acaba sendo diretamente impactado pelas oscilações internacionais.

Esse aumento pressiona toda a cadeia logística, elevando custos no transporte de mercadorias e podendo refletir no preço final de alimentos e outros produtos. Especialistas alertam que os efeitos na inflação devem começar a ser percebidos nas próximas semanas.

Diante desse cenário, a Agência Internacional de Energia recomendou ações para reduzir o consumo de combustíveis, incluindo incentivo ao trabalho remoto e diminuição do uso de transporte aéreo. Além disso, países membros já anunciaram a liberação de milhões de barris de petróleo de suas reservas emergenciais, na tentativa de equilibrar o mercado.

No Brasil, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) afirmou que não há risco de desabastecimento, mas solicitou reforço na oferta por parte da Petrobras e intensificou o monitoramento de estoques, importações e preços.

Apesar do recuo pontual nos valores do petróleo, o cenário ainda é considerado instável. A continuidade ou agravamento do conflito no Oriente Médio pode provocar novas altas e ampliar os impactos na economia mundial.

Fonte: acessenoticias/radiotucunare

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