Em entrevista coletiva concedida nesta semana em Juara, o delegado titular da Polícia Judiciária Civil, Carlos Henrique Engelmann, detalhou o andamento das investigações sobre o assassinato de Pablo Williams da Silva, de 25 anos, encontrado morto às margens do córrego Alcibíades, conhecido como “Corgão”, na Estrada Água da Abelha, em 06 de março de 2026.
De acordo com o delegado, uma mulher presa recentemente confessou participação no crime durante depoimento prestado à Polícia Civil. Segundo as investigações, a vítima teria sido executada por supostamente pertencer a uma facção rival.
O inquérito policial referente a esta nova fase da investigação deverá ser concluído no prazo de 30 dias e posteriormente encaminhado ao Ministério Público.
Ainda conforme o delegado, outras pessoas também podem ter envolvimento no homicídio, já que há indícios de que o corpo da vítima foi transportado e desovado no local onde acabou sendo encontrado.
Durante a coletiva, o delegado destacou a importância da nova legislação de combate às facções criminosas, conhecida como “Lei Antifacção”, já em vigor no país. Segundo ele, a norma endureceu significativamente as penas para integrantes de organizações criminosas, aumentando o tempo de permanência na prisão.
“Aquele pensamento de que ‘preso não dá nada’ mudou. Hoje, quem ingressa no crime organizado pode enfrentar penas que chegam próximas dos 40 anos de prisão devido ao acúmulo de crimes”, afirmou o delegado.
Carlos Henrique Engelmann também comentou que muitos envolvidos em crimes graves acabam demonstrando arrependimento durante os interrogatórios. Conforme relatado por ele, a mulher que confessou participação no homicídio chorou ao prestar depoimento, revelando o impacto das consequências dos atos praticados.
A Polícia Judiciária Civil aproveitou a ocasião para reforçar um alerta aos jovens sobre os riscos do envolvimento com a criminalidade. A orientação é para que busquem caminhos ligados ao esporte, aos estudos, à convivência familiar e à construção de um futuro longe das facções criminosas.
Segundo os investigadores, a falsa sensação de poder e respeito vendida pelo crime organizado frequentemente termina em violência, sofrimento e prisão. Muitos integrantes dessas organizações, além de responderem criminalmente, acabam sendo vítimas das próprias facções, sofrendo punições internas violentas quando deixam de cumprir ordens ou regras impostas pelos grupos criminosos.
A Polícia Civil ressaltou ainda que o avanço das tecnologias de investigação e o trabalho contínuo das forças de segurança têm contribuído para respostas cada vez mais rápidas e rigorosas no combate às organizações criminosas.
























































