Juara – Mato Grosso

17 de abril de 2026 09:32

Conflito internacional já impacta bolso do brasileiro, dizem analistas

A intensificação do conflito no Oriente Médio voltou a refletir na economia brasileira, levando analistas do mercado financeiro a elevarem a previsão de inflação para 2026. Os dados fazem parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central do Brasil.

Segundo o levantamento, que reúne projeções de mais de 100 instituições financeiras, a estimativa para o IPCA passou de 4,17% para 4,31% neste ano, registrando o terceiro aumento consecutivo nas previsões.

O principal fator por trás dessa alta é o avanço do preço do petróleo, que voltou a ultrapassar os US$ 100 em meio à escalada das tensões entre Irã, Israel e os Estados Unidos. Esse movimento encarece os combustíveis, impacta o transporte e acaba sendo repassado ao consumidor final.

Apesar da pressão inflacionária, o mercado segue projetando redução na taxa básica de juros. A Selic, atualmente em 14,75% ao ano, deve encerrar 2026 em cerca de 12,50%, conforme as estimativas.

Para os próximos anos, as projeções de inflação também foram ajustadas para cima. A expectativa para 2027 subiu para 3,84%, enquanto para 2028 foi elevada para 3,57%. Já para 2029, a previsão foi mantida em 3,50%.

No campo da atividade econômica, houve leve revisão positiva. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 passou para 1,85%, indicando um cenário de estabilidade na economia.

Já o câmbio não sofreu alterações nas previsões, com o dólar projetado em R$ 5,40 ao final deste ano.

O quadro reforça a preocupação com os efeitos do conflito internacional sobre a economia, especialmente no custo de vida da população, já que a alta da inflação tende a reduzir o poder de compra, principalmente entre as famílias de menor renda.

Fonte: acessenoticias/radiotucunare

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