O Brasil autorizou a operação de uma nova constelação de satélites em órbita baixa de origem chinesa para serviços de internet, ampliando a oferta de conectividade via satélite no país. A liberação foi concedida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e permitirá o funcionamento de centenas de satélites a partir do quarto trimestre de 2026, tornando o Brasil o primeiro país da América Latina a habilitar a tecnologia desse sistema.
A medida deve aumentar a concorrência no setor de banda larga via satélite e contribuir para a expansão do acesso à internet em regiões onde a infraestrutura tradicional ainda é limitada, especialmente em áreas rurais e localidades mais afastadas.
O projeto prevê a instalação de estações de acesso em território brasileiro e a criação de um centro de operações responsável pelo monitoramento da rede. Os satélites deverão operar em órbita baixa, a cerca de 1.160 quilômetros de altitude, distribuídos em diferentes planos orbitais para garantir cobertura global.
Entre os serviços planejados estão o fornecimento de internet de alta velocidade para usuários finais, aplicações de conectividade para o agronegócio, indústria e monitoramento ambiental, além de suporte para redes móveis em regiões com baixa cobertura.
A iniciativa também está ligada a projetos de inclusão digital no Brasil, com foco em levar internet a locais onde a fibra óptica ainda não chega. Atualmente, o país possui dezenas de satélites autorizados para operação, tanto geoestacionários quanto não geoestacionários, e a entrada de novos sistemas deve ampliar a capacidade de conectividade e transmissão de dados.





































































