Mato Grosso do Sul vem chamando a atenção do país ao se consolidar como uma das regiões com maior concentração de sucuris em 2025. Em diferentes cenários naturais — desde rios cristalinos e áreas turísticas até formações geológicas isoladas e comunidades rurais pouco exploradas — o estado abriga algumas das maiores serpentes já registradas no Brasil.
A presença constante desses animais está diretamente relacionada à conservação ambiental. Onde há mata preservada, abundância de água e diversidade de fauna, as sucuris encontram condições ideais para se desenvolver, crescer e manter o equilíbrio do ecossistema.
Avista mentos se intensificam durante a seca
Especialistas explicam que os encontros com sucuris se tornam mais comuns entre os meses de maio e setembro, período de estiagem. Nessa época, os rios ficam mais rasos e ainda mais transparentes, o que facilita a visualização das cobras, principalmente nas margens.
Além de impressionarem pelo tamanho — com registros de indivíduos que ultrapassam seis metros de comprimento —, esses animais cumprem uma função essencial no controle populacional de outras espécies. A ausência desse predador poderia causar sérios desequilíbrios ambientais.
Rios cristalinos favorecem a observação
Na região sudoeste do estado, conhecida por suas paisagens naturais e turismo ecológico, os rios de águas extremamente claras contribuem para os frequentes avista mentos. O solo rico em calcário atua como um filtro natural, deixando a água quase transparente e permitindo que visitantes observem as serpentes em seu habitat natural.
Foi nessa área que pesquisadores encontraram, nos últimos anos, uma das maiores sucuris já catalogadas no país, com mais de seis metros de comprimento e peso superior a 200 quilos.
A sucuri que vive isolada em um “mundo perdido”
Um dos registros mais curiosos ocorre em uma formação rochosa localizada no município de Jardim. Trata-se de uma enorme cratera com mais de 100 metros de profundidade, considerada uma espécie de “mundo perdido”.
Dentro dela, uma sucuri gigante foi identificada após um visitante perceber, à distância, o movimento de algo que parecia ser apenas um tronco. Desde então, os avista mentos são raros. Acredita-se que a cobra tenha sido levada até o local por uma enxurrada e acabou isolada.
Por se tratar de uma área de proteção ambiental, o acesso ao interior da formação é proibido. O isolamento, segundo especialistas, não representa um comportamento anormal para a espécie, que é naturalmente solitária e só se aproxima de outras durante o período de reprodução.
Convivência com a espécie e desmistificação
Em áreas rurais do estado, moradores relatam encontros frequentes com sucuris durante atividades de pesca e trabalho no campo. Mesmo assim, acidentes são extremamente raros. Quando ocorrem, estão ligados quase sempre a situações de defesa do animal.
Pesquisadores reforçam que:
- Sucuris não caçam seres humanos e evitam contato;
- Histórias sobre cobras com mais de dez metros são exageradas;
- A espécie é semiaquática e passa grande parte do tempo submersa;
- Ao se sentir ameaçada, a reação mais comum é fugir, principalmente em direção à água;
- A presença da sucuri indica ambiente saudável e bem preservado.
Indicador de equilíbrio ambiental
A expansão dos registros no estado não significa aumento de risco, mas sim um sinal positivo: onde essas serpentes prosperam, a natureza está em equilíbrio. Mato Grosso do Sul, com seus rios limpos, florestas conservadas e biodiversidade protegida, se consolida como um dos maiores santuários naturais das sucuris no Brasil.





































































