Juara – Mato Grosso

8 de janeiro de 2026 13:17

Brasil enfrenta cenário alarmante de abandono de animais, com cerca de 30 milhões nas ruas e sem proteção

O Brasil convive com um cenário preocupante envolvendo cães, gatos e outros animais domésticos: aproximadamente 30 milhões vivem atualmente em situação de abandono, número que se mantém praticamente inalterado ao longo da última década. O problema se agrava especialmente no período de fim de ano, quando viagens, mudanças de rotina e eventos com alto nível de estresse — como a queima de fogos — aumentam significativamente os casos de fuga e abandono.

Diante desse cenário, o mês de dezembro passou a ser marcado por ações de conscientização sobre posse responsável, reforçando que a adoção de um animal envolve compromisso de longo prazo, já que muitos vivem mais de uma década e dependem não apenas de cuidados físicos, mas também de atenção emocional e estabilidade na rotina.

Especialistas alertam que muitos abandonos poderiam ser evitados com planejamento prévio, levando em conta situações como férias, mudanças de residência e disponibilidade de tempo. Animais não se adaptam sozinhos: precisam ser orientados, socializados e incluídos na dinâmica da família para que haja convivência equilibrada e saudável.

Além das necessidades básicas de alimentação e saúde, o bem-estar emocional dos animais também é fundamental. A ausência prolongada de seus cuidadores, mudanças bruscas de ambiente e falta de interação afetam diretamente o comportamento e a saúde dos pets. Uma das orientações é acostumá-los, gradualmente, com outros ambientes e pessoas de confiança, reduzindo o impacto dessas ausências.

Abandono é crime

A legislação brasileira considera o abandono de animais um crime ambiental, passível de punição com pena de até um ano de prisão, podendo ser agravada em casos de maus-tratos ou quando há risco à saúde do animal. Denúncias podem ser feitas aos órgãos de segurança pública por meio dos canais oficiais de proteção animal.

Em grandes centros urbanos, animais encontrados em situação de abandono são recolhidos por equipes de vigilância em saúde, especialmente quando representam risco à população, apresentam sinais de sofrimento ou se encontram em locais públicos de forma recorrente.

Campanhas ganham força no verão

Alguns estados utilizam o período de verão como estratégia para intensificar campanhas educativas sobre o tema. A proposta é alertar que, embora as adoções aumentem nesta época, o abandono também cresce de forma alarmante, principalmente quando famílias viajam ou se mudam e não planejam adequadamente o futuro do animal.

A mensagem central das campanhas é clara: animal não é objeto nem entretenimento temporário. São seres sencientes, capazes de sentir dor, medo, alegria, tristeza, frio, calor e abandono — e precisam ser tratados com responsabilidade e respeito ao longo de toda a vida.

 Zoonoses (DVZ), órgão responsável por atender casos que representem risco à saúde pública ou sofrimento animal.

Campanhas estaduais reforçam alerta

Alguns estados têm intensificado ações no período de dezembro. Em Santa Catarina, por exemplo, tendo campanhas ocupam ruas e redes sociais até janeiro, buscando conscientizar moradores e turistas.

A campanha Dezembro Verde reforça que responsabilidade, planejamento e empatia são fundamentais para reduzir um problema que ainda atinge milhões de animais em todo o país.

Fonte: acessenoticias/radiotucunare

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