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Juara – Mato Grosso
Sábado, 27 de Novembro de 2021

Justiça acata denúncia contra sogra suspeita de assassinato do ex-genro

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A Justiça de Tabaporã (670 km de Cuiabá) acatou a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado (MPE) e levará ao Tribunal do Júri, Alzira Silverio Franceschini, Leticia Jheneffer Alves Freitas, Amilson Santos Pereira e Jader Hoffman Pereira pela morte de Roberto Cândido Mateus.

Leia: Em Tabaporã, Polícia Civil elucida crime de homicídio após 2 anos de investigação e prende advogada

A vítima era ex-genro de Alzira e foi assassinada a tiros em outubro de 2019, na zona rural do município. O crime teria custado R$ 25 mil.

A denúncia

A Promotoria denunciou o grupo por homicídio qualificado pelo pagamento ou promessa de recompensa, por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

A denúncia foi assinada pela promotora Anízia Tojal Serra Dantas. Conforme o MPE, Alzira junto com Letícia, advogada da esposa de Roberto, e Amilson organizaram o crime. Alzira foi também quem forneceu o dinheiro para o pagamento pela morte do ex-genro.

Amilson fez o desconto do cheque do pagamento que seria efetuado ao seu primo Jader, pelo assassinato. Parte do dinheiro, R$ 5 mil, foi entregue antes do crime, durante um encontro no escritório de Letícia. Mais R$ 15 mil seriam pagos após a morte de Roberto.

O dia do crime

A Promotoria lembra que o inquérito policial narra que, no dia do crime, Jader foi até a estrada de acesso à fazenda onde a vítima trabalhava e aguardou Roberto.

Quando avistou a vítima, fez um sinal pedindo que ela parasse e então, efetuou os disparos, que atingiu o crânio, face e até a região cervical. Roberto não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O corpo foi descoberto depois que uma denúncia anônima foi feita à Polícia Militar, narrando que havia um homem coberto de sangue, dentro de um carro, na estrada do Tatu.

Após a morte, conforme a denúncia, Letícia foi quem deu a notícia à Alzira e avisou que a mulher não deveria falar sobre o crime com ninguém.

A motivação

O MPE destacou que o motivo torpe que resultou no crime. “Alzira arquitetou a morte de seu ex-genro, motivada pelo abjeto e repugnante desejo de que sua filha ficasse com a posse dos bens patrimoniais do ofendido após o divórcio do casal.”

A denúncia foi recebida pela Justiça na sexta-feira (19), mas só foi divulgada na íntegra durante o final de semana.

Todos os denunciados estão presos. As mulheres na Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, e os homens na Cadeia Pública de Porto dos Gaúchos.

Condenado

Também no final da semana passada, Amilson foi condenado a 25 anos de prisão pela morte de Jaqueline dos Santos, de 24 anos, em Tabaporã.

A jovem foi morta em 20 de junho do ano passado e teve seu corpo carbonizado. Conforme a investigação, Amilson e Jaqueline mantinham um caso extraconjugal e foi morta durante um encontro do casal.

Fonte: O Livre/ Autoria : jrnalista Natália Araújo

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