O Museu do Louvre, em Paris, voltou a ser impactado por uma greve de funcionários nesta segunda-feira (5), após decisão tomada em assembleia geral convocada pelos principais sindicatos da instituição. O movimento, que havia sido interrompido antes do período de festas, foi retomado por unanimidade, em protesto contra as condições de trabalho.
Segundo informações da administração do museu, o Louvre permanece em funcionamento apenas de forma parcial, com acesso restrito ao chamado “percurso obras-primas”, circuito que inclui atrações como a Mona Lisa, a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia.
A decisão foi aprovada por cerca de 350 trabalhadores de diferentes setores, entre eles funcionários da área administrativa, conservação do acervo e serviços de apoio. De acordo com Valérie Baud, representante do sindicato CFDT, os servidores avaliaram que não houve avanços suficientes nas negociações com o Ministério da Cultura da França.
Em publicação nas redes sociais, a CGT, uma das entidades que lidera o movimento, reforçou a continuidade da mobilização. “A luta continua em 2026”, declarou a organização, após o resultado da votação.
A greve teve início em 15 de dezembro, foi temporariamente suspensa no dia 19 e voltou a ser debatida nesta segunda-feira diante do impasse nas tratativas entre trabalhadores e governo. Visitantes que chegaram ao local na manhã desta segunda encontraram filas e atraso na abertura do museu, considerado o mais visitado do mundo.





































































