O Brasil pode ampliar o uso de etanol na gasolina nos próximos meses. A proposta em análise prevê elevar a mistura obrigatória de 30% para 32%, o que deve gerar um aumento significativo na demanda pelo biocombustível.
De acordo com estimativas do setor sucroenergético, a mudança pode acrescentar cerca de 1 bilhão de litros de etanol anidro ao consumo anual. A medida será discutida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no início de maio.
A proposta surge em um cenário de alta nos preços dos combustíveis fósseis, influenciado por tensões internacionais, como o conflito envolvendo o Irã, que tem pressionado o mercado global de petróleo e impactado diretamente os custos no Brasil.
Atualmente, o país já adota uma mistura de 30% de etanol na gasolina, percentual que foi ampliado recentemente. Caso a nova proposta seja aprovada, o modelo passará a ser conhecido como E32, representando mais um avanço na utilização de fontes renováveis na matriz energética.
Segundo representantes da indústria, o aumento na mistura contribui para reduzir a dependência da importação de gasolina, além de melhorar a segurança no abastecimento. Outro ponto destacado é o impacto ambiental, já que o etanol emite menos poluentes ao longo de seu ciclo de produção e uso.
A expectativa do setor é que a nova demanda seja atendida sem dificuldades. O Brasil conta com produção consolidada de etanol à base de cana-de-açúcar e também com crescimento expressivo do etanol de milho, que vem ganhando espaço nos últimos anos.
Com a possível ampliação da mistura, parte maior da produção agrícola poderá ser destinada à fabricação do biocombustível, fortalecendo o setor e impulsionando investimentos em novas usinas.
A proposta ainda está em fase de avaliação e pode passar por ajustes antes de uma decisão final. Caso seja aprovada, a medida deve reforçar o papel do Brasil como referência mundial na produção e uso de biocombustíveis.





































































