Durante entrevista concedida ao vivo no dia 17 de abril à Rádio Tucunaré, a bióloga da Vigilância Ambiental de Juara, Arlete Assunção Ramos, explicou como os dados coletados estão mudando a forma de atuação das equipes no combate às arboviroses.
A reportagem da Radio Tucunaré e site acesse notícias apurou que, com base nas informações obtidas pelas armadilhas, a Vigilância agora trabalha de forma estratégica, priorizando as regiões com maior concentração do mosquito Aedes aegypti.
Segundo Arlete, as ações deixaram de ser distribuídas de forma igual em toda a cidade e passaram a focar diretamente nos pontos mais críticos, especialmente aqueles onde foram identificadas armadilhas com maior quantidade de ovos.
O trabalho segue uma lógica de prioridade: inicialmente, as equipes atuam nas áreas com mais de 100 ovos registrados. Após a conclusão dessas ações, avançam para regiões com níveis intermediários e, posteriormente, para as áreas com menor infestação.
Outro ponto importante é o raio de atuação. Cada armadilha permite delimitar uma área de aproximadamente quatro a cinco quarteirões ao redor, onde as equipes realizam vistorias, orientações e eliminação de criadouros.
Essa estratégia garante maior eficiência no uso dos recursos e aumenta as chances de interromper o ciclo de reprodução do mosquito justamente onde ele está mais concentrado.
A bióloga destacou que esse modelo de atuação representa um avanço significativo, pois permite atacar o problema na origem, com mais precisão e rapidez.
Mesmo com essa organização mais estratégica, a Vigilância Ambiental reforça que o sucesso das ações depende da colaboração dos moradores, especialmente no cuidado diário com os quintais e no recebimento das equipes de saúde.





































































